Política

Forças Armadas passam à reforma 193 efectivos

José Rufino | Luena Justino Victorino | Huambo

O comando da Região Militar Leste passou à reforma 103 efectivos, entre oficiais superiores, capitães, subalternos e sargentos das distintas unidades e subunidades que durante muitos anos cumpriram o serviço militar.

Fotografia: DR

O comandante da Região Militar Leste, general Carlos Sachimo, destacou a bravura dos recém-formados e disse que o acto é o cumprimento da ordem do chefe do Estado-Maior General das Forças Armadas Angolanas (FAA) sobre o licenciamento à reforma por limite de idade.
Carlos Sachimo afirmou que a cerimónia acontece num período importante da História do país, em que o Angola assinala, a 4 de Fevereiro, os 59 anos do início da Luta Armada de Libertação Nacional.
O general considerou de positivo o processo de modernização e rejuvenescimento em curso nas FAA, apesar de não atingir ainda o quadro ideal pretendido pelo comando superior.
Para o comandante da Região Militar Leste, o processo de modernização não é resultado do acaso, mas sim um reflexo de grandes mudanças estruturais que têm vindo a acontecer na sociedade e no cenário internacional.
Carlos Sachimo assegurou que mais actos do género vão acontecer, à medida que mais militares atingirem o tempo previsto no regulamento sobre o licenciamento militar. O tenente-coronel António Gouveia, que falou em nome dos reformados. manifestou a disponibilidade do grupo em transmitir o seu saber aos mais novos.

Huambo

Acto idêntico teve lugar na província do Huambo, onde 90 oficiais superiores das FAA, afectos à Região Militar Centro, foram licenciados à reforma, por limite de idade e tempo de serviço. No acto de despedida receberam certificados de reconhecimento pela bravura e dedicação demonstrada.
O comandante da Região Militar Centro, tenente-general Dinis Segunda Lucama, informou que o processo de reforma é apenas uma medida administrativa e necessária para o enquadramento de novos quadros nas fileiras das Forças Armadas.
Aconselhou aos militares reformados a aproveitar desfrutar da vida, em companhia da família, depois de vários anos de trabalho em prol da Pátria. “A reforma não pode ser vista como sinónimo de incapacidade ou afastamento, mas a dinâmica da passagem de geração para geração, para que os mais novos prossigam com a missão”, destacou.

 

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