Política

Forças políticas devem estar ao serviço da Nação

O arcebispo católico do Huambo, D. José de Queiroz Alves, apelou ontem aos partidos políticos a se colocarem ao serviço da nação.

Arcebispo do Huambo D. José de Queiroz Alves
Fotografia: Francisco Lopes | Edições Novembro-Huambo

Em declarações à Angop, no município do Ecunha, afirmou que as forças políticas devem assumir uma postura patriótica e democrática, defendendo os interesses de todos os angolanos, ao invés de enaltecerem os seus proveitos particulares.
Para o responsável da arquidiocese católica, é da responsabilidade dos partidos políticos ajudar os angolanos a conquistar, permanentemente, o desenvolvimento social e económico e cultivar a convivência nas comunidades.
“Nesta nova era política, depois da realização de eleições gerais, é necessário ter bases fortes para que Angola seja um lugar para todos e pacífico, onde se governe para todos e onde todos se sintam colaboradores”, afirmou.
Dom José de Queiroz Alves referiu que a preservação da paz, alcançada a 4 de Abril de 2002, é obrigação individual de cada angolano, assim como a unidade e reconciliação nacional, apesar das diferenças politico-partidárias.
O Presidente eleito foi recentemente felicitado pelo  bispo da Diocese de Mbanza Kongo, província do Zaire, D. Vicente Carlos Kiaziku,
Em declarações recentes à imprensa, o prelado católico insistiu que, independentemente das cores partidárias, o novo presidente deve colocar acento tónico na cidadania. “Temos que continuar nesta linha de privilegiarmos aquilo que nos une, mais do que aquilo que nos divide”, sublinhou Dom Vicente Carlos, para quem todos somos angolanos, acima de tudo.
O bispo da Diocese de Mbanza Kongo apelou para que se continue a valorizar os quadros nacionais, competentes, sem discriminação, sem levar em conta opções ideológico-partidárias, colocando os homens certos nos lugares certos.
“A experiência já nos demonstrou quão nefasto é colocar de lado pessoas competentes, em detrimento de escolhas partidárias, em cargos públicos”, afirmou, frisando ser fundamental a abertura a outras sensibilidades, sobretudo no trabalho, no âmbito da política de inclusão social.
Recorrendo à mensagem pastoral dos bispos da Conferência Episcopal de Angola e São Tomé (CEAST), tornada pública, recentemente, em Luanda, o bispo de Mbanza Kongo pediu à oposição partidária para ser “mais forte no sentido de obrigar quem governa a dar o melhor de si, em prol do país e de todos os angolanos”, salientou.

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