Política

Fórum alertou o mundo para métodos de gestão

Béu Pombal | Kuala Lumpur

A IX sessão do Fórum Urbano Mundial encerrou ontem, em Kuala Lumpur, depois de sete dias de acesos debates à volta da problemática do assentamento humano. Sob os auspícios das Nações Unidas, o evento decorreu sob o lema “Cidade para Todos” e congregou 22 mil pessoas, provenientes de 165 países.

Ministra do Ordenamento do Território e Habitação
Fotografia: Edições Novembro

O fórum juntou ainda 100 ministros que chefiaram as respectivas delegações.
O final dos trabalhos foi marcado por uma declaração, subscrita por todas as delegações, na qual se destaca a pretensão dos participantes de dar bom andamento ao projecto das Nações Unidas de urbanização e infra-estruturação de cidades e vilas.
“Os governos devem adoptar novos métodos de governação, que permitam coerência em termos de assentamento humano, porque nenhuma sociedade atinge o crescimento sem que tenha garantida habitação condigna”, lê-se no documento.
A nota, que serve de documento chave para o próximo evento, que terá lugar em Abu Dhabi (Emirados Árabes Unidos), em 2020, diz ainda que as crises, como catástrofes naturais, afectam sobremaneira as localidades que não estão urbaniza-das e causam, consequentemente, grandes embaraços às populações destes locais.
“Os governos, ao traçarem as políticas de urbanismo e habitação, não devem deixar de lado as populações de zonas periféricas ou de localidades recônditas”, acrescenta a declaração.

Participação de Angola
Angola esteve presente neste evento com uma delegação chefiada pela ministra do Ordenamento do Território e Habitação, Ana Paula de Carvalho. Além de funcionários do ministério, integraram a comitiva angolana técnicos dos ministérios do Ambiente e das Relações Exteriores.
Durante o fórum, Ana Paula de Carvalho interveio numa mesa redonda ministerial, na qual apresentou o projecto da Nova Agenda Urbana do país, realçando os passos que o Executivo angolano está a dar, em termos de infra-estruturação nas zonas rurais.
A ministra desdobrou-se ainda em contactos com várias delegações, com as quais trocou experiência e semeou bases para a captação de apoios diversos para o sector que dirige.
Ana Paula de Carvalho encetou, na última segunda-feira, o contacto de maior incidência da agenda em Kuala Lumpur, ao abordar, com a secretária executiva das Nações Unidas para o Assentamento Humano, Amina Moammed, questões sobre o processo de urbanização em comunidades angolanas e a necessidade de Angola obter apoios da ONU e de outras entidades para dar impulso aos seus programas.
Na mesma senda de esclarecimento sobre a Nova Agenda Urbana de Angola, o director nacional da Habitação, Adriano da Silva, proferiu uma pa-lestra, na qual informou os detalhes que envolvem o programa angolano de urbanização.
Ainda nesta esteira, o arquitecto António Gamei-ro, consultor do Ministério do Ordenamento do Território e Habitação, foi orador numa palestra subordinada ao tema  “Urbanização  nas Cidades dos Países da Comunidade de Língua Oficial Portuguesa”.

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