Política

Função diplomática depende da frequência em seminário

Edna Dala

O exercício de qualquer função diplomática, quer nos órgãos centrais quer externos, vai implicar a frequência de um seminário de capacitação e refrescamento no Instituto Superior de Relações Internacionais (ISRI).

Secretário de Estado das Relações Exteriores discursou no Instituto “Venâncio de Moura”
Fotografia: Miqueias Machangongo | Edições Novembro

  A informação foi avançada na sexta-feira, em Luanda, pelo secretário de Estado das Relações Exteriores, Téte António,  que anunciou, para breve, a realização de outros seminários do género, destinados aos funcionários apurados no concurso interno para preenchimento de vagas nas missões diplomáticas e postos consulares, materializando, assim, o plano anual de rotação do Ministério.
Téte António, que discursava na sessão de encerramento da outorga de diploma do ISRI “Venâncio de Moura”, disse que as relações internacionais têm um vasto leque no âmbito da sua materialização, o que não se aplica, exclusivamente, ao Ministério das Relações Exteriores, mas também às outras instituições, tais como organizações internacionais e empresas multinacionais.
Durante a cerimónia de outorga de 40 diplomas a licenciados da nona edição do curso, o secretário de Estado disse que o serviço que o ISRI  presta  resulta do reconhecimento da sua boa qualidade académica, o que reforça, cada vez mais, as suas responsabilidades. A excelência académica, frisou, deve ser a meta de qualquer instituição que quer conquistar melhor posição no ranking das universidades de renome.
Téte António sublinhou que o domínio de pelo menos uma  língua estrangeira, em particular o francês ou o inglês, constitui um dos instrumentos fundamentais nas relações internacionais.
O secretário de Estado reconheceu, no entanto, que as actuais condições de trabalho do ISRI não são as mais adequadas, mas que esforços estão a ser envidados no sentido de que, a curto prazo, possam ser inauguradas novas instalações, o que vai exigir de todos novos desafios, até mesmo dos quadros docentes e não docentes.
 Téte António apelou aos novos diplomatas para se dedicarem  à pesquisa académica, aproveitando a grelha de acções de capacitação de que  o Instituto de Relações Internacionais dispõe.

Contenção nos gastos
O inspector-geral do Ministério das Relações Exteriores considerou que o novo cenário económico e a situação financeira do país exige dos gestores públicos elevada contenção na aplicação das verbas. António de Lima Viegas, que discursava sábado no encerramento do seminário dirigido aos adidos financeiros e administrativos, disse que a formação constituiu um instrumento para o serviço diplomático de Angola com vista a definir os instrumentos e mecanismos para uma gestão eficiente dos recursos humanos, financeiros e patrimoniais do ministério.
António Lima Viegas sublinhou que o Ministério das Relações Exteriores determinou o redimensionamento das missões diplomáticas e consulares com o intuito de conter as avultadas despesas.
A propósito, António de Lima Viegas defendeu uma profunda reflexão sobre uma medida a ser tomada pelo Ministério das Relações Exteriores em relação aos salários praticados em algumas missões diplomáticas e consulares, de modo a acabar com a situação preocupante de atrasos nos pagamentos. “A responsabilidade é um valor a ser rigorosamente posto em prática, em particular pelos adidos administrativos e financeiros no que concerne à preservação do património do Estado, em que se assiste ao abate indevido de bens, sem observância do previsto na lei”, defendeu o inspector-geral do Ministério das Relações Exteriores.
No mês passado, o ministro das Relações Exteriores, Manuel Augusto, disse que já existia a lista das missões diplomáticas de Angola que vão encerrar, no âmbito do redimensionamento do sector.
Sem divulgar a lista, o chefe da diplomacia angolana disse apenas que a lista de embaixadas que encerram as suas portas encontra-se no que chamou de fase de diligências.

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