Política

General apela ao patriotismo

Morais Canâmua |

O comandante da Força Aérea Nacional, general Francisco Afonso, considera que o cumprimento do dever militar deve estar revestido de valores incondicionais ressaltando o amor à pátria, defesa da sua soberania, integridade territorial, unidade nacional e paz social.

General Wanga
Fotografia: Jaimagens | Edições Novembro

Do mesmo modo, lembrou que esses deveres militares emanam de um conjunto de vínculos morais e jurídicos que ligam o militar à pátria e à instituição, sublinhando que “na verdade, os militares devem ser sempre e em todas as circunstâncias a reserva moral da nação”.
Francisco Afonso fez estas declarações em Saurimo, no encerramento do 15º curso de formação básica militar que decorreu na Base Aérea, na capital da Lunda Sul em que juraram fidelidade à pátria 500 militares. Centrando a sua intervenção nos jovens que terminavam um período de instrução e que agora serão distribuídos em várias unidades do ramo, Francisco Afonso advogou ainda, na mesma perspectiva que “o juramento de bandeira é um acto ‘sagrado’ para os militares que, de tão especiais, juram defender e ser fiéis à pátria mesmo com sacrifício da própria vida”. Isto disse, “nos confere um estatuto diferente de qualquer cidadão comum.”
Ao falar numa parada militar na presença do vice-governador da província da Lunda Sul para o sector Técnico e Infra-estruturas, António Jorge Teixeira, e demais oficiais generais membros do seu pelouro, a alta patente daquele ramo das FAA sustentou, por outro lado, que o investimento na formação integral do homem tem sido a linha de actuação do comando que dirige e que proporciona, já na instrução básica, cursos de formação militar integral, “onde os aspectos de educação patriótica, moral, cívica e jurídica têm um peso substancial”, daí a necessidade da continuidade, conforme fez questão de sublinhar, “de um processo educativo e de instrução cuidada no sentido de potenciar os formandos com conhecimentos, habilidades e atitudes que os tornem bons militares e óptimos servidores da pátria.”
O comandante chamou a atenção dos militares para que entendam que a sua incorporação nas Forças Armadas “é para servir” e que “não vieram à tropa procurar emprego”, alertando que “o militar não se torna general do dia para a noite.”

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