Política

Governador promete inverter situação o mais breve possível

Joaquim Aguiar e Isidoro Samutula | Dundo

A falta de programas estruturantes de saneamento básico e a ausência do trabalho de educação sobre saúde pública junto das comunidades são apontados como as causas do surgimento da malária que levou a vida a 77 crianças, na localidade de Cafunfo, município do Cuango, na Lunda Norte.

Ernesto Muangala garante que a situação está controlada
Fotografia: Benjamin Cândido | Edições Novembro

A constatação é da equipa multisectorial do gabinete provincial da Saúde, que no passado fim-de-semana trabalhou naquela localidade para encontrar soluções dos problemas que assolam a população desde o mês de Setembro.
A equipa composta por epidemiologistas, especialistas em saúde pública e doenças infecto-contagiosas e parasitárias e responsáveis do sector da saúde constataram que a malária, associada à anemia severa, é a doença que está a provocar altos níveis de mortalidade infantil na localidade de Cafunfo, descartando a existência de uma doença estranha. O governador da Lunda Norte disse, na terça-feira, que a situação no Cafunfo está controlada. Ernesto Muangala reconheceu que o sistema de saneamento básico de Cafunfo preocupa as autoridades locais e prometeu inverter a situação o mais breve possível, com a mobilização de meios técnicos e recursos financeiros.
Em declarações ontem à Rádio Nacional, Ernesto Muangala garantiu que o governo está a apoiar o município com meios de combate ao vector, isto é a luta anti-vectorial,  com a pulverização. "Amanhã mesmo (hoje) estarei em Cafunfo. Vamos abastecer regularmente em medicamento e material gastável o Cafunfo. Estamos a reforçar o quadro clínico do Hospital do Cafunfo. Estão em direcção a Cafunfo médicos e enfermeiros da Clínica Sagrada Esperança com o apoio da Endiama, movimentamos médicos no município do Lubalo, no Cuilo, para o Cafunfo", salientou.
A rainha Muana Cafunfo, influente autoridade tradicional na região, disse estar consternada com a morte de crianças e solicitou ao governo provincial a tomada de medidas para inverter o actual quadro.

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