Política

Grande comício de João Lourenço

Adalberto Ceita |

O candidato do MPLA a Presidente da República nas eleições gerais da próxima quarta-feira, João Lourenço, realizou ontem, em Luanda, uma campanha de “caça ao voto” nos mercados do Asa Branca e do Kilolo.

Candidato presidencial do MPLA mobilizando as vendedoras dos mercados do Asa Branca e dos Kwanzas
Fotografia: Francisco Bernardo | Edições Novembro

Acompanhado do primeiro secretário provincial do MPLA em Luanda, Higino Carneiro, e de membros da direcção do partido, João Lourenço distribuiu panfletos, fez uso do “boletim de voto simulado” e interagiu demoradamente com os vendedores, tendo apelado à adesão maciça dos eleitores às urnas na próxima quarta-feira e a votarem no MPLA.
Durante o contacto que manteve com os vendedores dos dois mercados, o candidato lembrou aos presentes que eleger o Presidente da República e os deputados à Assembleia Nacional é um direito constitucional reservado ao cidadão, de cinco em cinco anos, conforme estabelece a Constituição da República.
O dirigente aconselhou os eleitores a consultarem, atempadamente, as listas para confirmar o local da votação, dirigindo-se, pessoalmente, à assembleia de voto ou enviando mensagem via telefone para o número 40666, com os dados do cartão.
João Lourenço informou que as administrações municipais também constituem um recurso viável na identificação das assembleias de voto e pediu aos cidadãos mais instruídos a esclarecerem os outros sobre a forma de votar correctamente no número 4 do boletim de voto.
Há cinco dias das eleições, à semelhança do que tem feito ao longo da campanha eleitoral, o candidato presidencial pediu aos eleitores para não irem à assembleia de voto com vestes partidárias. O político afirmou que “votar no MPLA é votar na paz, na democracia e no desenvolvimento”, manifestou-se satisfeito com o grau de organização do mercado “Asa Branca”, no Cazenga, e prometeu requalificar o mercado do Kikolo, em Cacuaco. Para as eleições da próxima quarta-feira, estão inscritos 9.317.294 eleitores em todo o país. A província de Luanda, a maior praça eleitoral de Angola, registou 2.882.632 eleitores.

Grande comício

A visita ontem de João Louren ço aos mercados, decorreu em véspera do comício de encerramento da campanha eleitoral que se realiza hoje no Distrito Urbano de Camama, em Luanda. O  primeiro-secretário provincial do partido na província, Higino Carneiro, apelou aos militantes, amigos e simpatizantes do partido a estarem presentes no acto.
Higino Carneiro recomendou aos militantes a máxima responsabilidade no acto do preenchimento do boletim de voto, tendo em atenção a bandeira do MPLA.  O político reconheceu que a mulher angolana é o baluarte do MPLA e da garantia do voto certo nas eleições gerais do dia 23 de Agosto. \"Por isso, vamos todos, em massa, ouvir o nosso candidato a Presidente da República, João Lourenço, que vai continuar o legado do Presidente Agostinho Neto e do Presidente José Eduardo dos Santos.”
Na quinta-feira, na  cidade do Lobito, o candidato do MPLA a Presidente da República convidou os cidadãos nacionais com recursos financeiros avultados no exterior, independentemente da origem partidária, a investirem em Angola, garantido segurança e protecção desses  valores. “Não vão perder esses recursos, mas vão utilizá-los para o desenvolvimento do país. Que sejam patriotas e tragam esses recursos em segurança e invistam aqui. Se abrirem empresas, com certeza que vão dar empregos aos seus concidadãos e ninguém vai condená-los por isto. Por enquanto, é um mero convite e há-de chegar o momento de negociar os moldes de fazer isso”, disse o dirigente, no comício, na cidade do Lobito, em Benguela.
Assegurou que, caso vença as eleições da próxima semana, o seu Executivo vai reduzir consideravelmente os níveis de desemprego existentes actualmente no país, com investimentos e atractivos ao empresariado nacional e estrangeiro.
João Lourenço, que discursou para mais de 200 mil pessoas, afirmou que o número de pessoas que fugiu do conflito foi tão elevado que impossibilitou a resolução, em 15 anos, da questão do desemprego para os jovens. “O desenvolvimento do país passa pela redução do desemprego, que tem níveis muito altos, particularmente nas províncias de Benguela e de Luanda”, afiançou, realçando a aposta no crescimento da economia, fundamentalmente nas áreas da agropecuária, indústria, pescas e turismo.

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