Política

Grupo reclama participação no diálogo no seio da FNLA

Bernardino Manje

Membros da ala da FNLA que protagonizou a impugnação do II Congresso Extraordinário do partido, realizado em Junho do ano passado, na cidade do Huambo, queixam-se de terem sido excluídos de um diálogo que o presidente Lucas Ngonda está a promover para a unificação do partido.

Lucas Ngonda criou uma comissão para a unidade do partido
Fotografia: Santos Pedro | Edições Novembro

O referido grupo tem à testa militantes afastados da direcção do partido, como são os casos de Laiz Eduardo, Tristão Ernesto e Jovety de Sousa, que, numa declaração enviada ao Jornal de Angola, considera que Lucas Ngonda está a promover um “diálogo selectivo” com apenas três sensibilidades do partido. 

Até ao momento já foram realizados três encontros e as conversações envolvem membros da direcção e as alas do antigo presidente e deputado Ngola Kabangu, de Carlitos Roberto, filho do fundador do partido, e do chamado “G6”, um grupo de seis ex-dirigentes no qual se destaca o nome de Miguel Pinto.
Laiz Eduardo, Tristão Ernesto, Jovety de Sousa e mais alguns membros do Comité Central eleitos pelo IV Congresso Ordinário, realizado em Fevereiro de 2015, entre os quais se destaca Suzana Paulo dos Santos, desencadearam uma “batalha jurídica” contra Lucas Ngonda junto do Tribunal Constitucional, com vista à impugnação do conclave do Huambo. Por isso, não entendem como estão afastados do diálogo promovido pelo líder do partido. “Somos dos interlocutores válidos e incontornáveis na resolução da crise idosa da FNLA”, afirmam.

class="bold">Reação da direcção
Em reacção, o secretário para Informação da FNLA, Jerónimo Makana, esclareceu que aqueles são membros do Comité Central do partido, órgão que já tem os seus representantes na comissão que busca a unificação. O grupo que representa a direcção é constituído por Pedro Dala, secretário-geral do partido e coordenador da referida comissão, pela secretária para os assuntos políticos, Amélia Florinda António, e por Venâncio Morais e José Mário Eduardo.
Segundo o porta-voz da FNLA, o grupo de Carlitos Roberto e Berry Makiesse, o “G6” e a Associação dos Antigos Combatentes do partido também estão representados, cada um, com quatro elementos.
Jerónimo Makana afirmou que Pedro Gomes, Laiz Eduardo e Tristão Ernesto poderão, posteriormente, dar contribuições às conclusões das conversações, antes do documento ser submetido à apreciação e ratificação do Bureau Político e do Comité Central do partido, quando estes órgãos estiverem reunidos nos dias 9 e 10 de Setembro, respectivamente.

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