Impacto das redes sociais nas campanhas eleitorais

Ana Paulo |
19 de Maio, 2017

O impacto das redes sociais nas campanhas eleitorais foi o tema de uma vídeo-conferência promovida na quarta-feira pela embaixada dos Estados Unidos da América (EUA) em Angola, com o objectivo de apoiar o processo eleitoral no país.

Diana Owen, especialista norte-americana em Ciências Políticas, falou sobre o papel que as redes sociais jogaram nas últimas eleições nos EUA, sobretudo na atracção de eleitores, na sua maioria jovens.
“A comunicação social é uma das principais estratégias que atrai a classe juvenil, pois ela visa divulgar um maior número de informações possíveis que muitas vezes não constam das estratégias dos candidatos”, sublinhou.
Diana Owen afirmou que, no ano passado, cerca de 65 por cento dos eleitores norte-americanos acompanharam as campanhas eleitorais com a utilização das redes sociais. Cerca de 16 milhões acederam aos “sites” de notícias na Internet da campanha de Donald Trump, enquanto 11 milhões acompanharam os de Hillary Clinton.
A especialista explicou que a grande diferença dos candidatos na altura é que Hillary Clinton não utilizou as principais estratégias que visavam a utilização das redes sociais por parte dos eleitores. Já o Presidente eleito, Donald Trump, utilizou o Twitter como principal foco estatégico na sua campanha eleitoral. “Tivemos um grande salto significativo com a utilização das redes sociais durante a candidatura do actual Presidente Donald Trump, porque houve centenas de pessoas envolvidas na divulgação de imagens e mensagens, o que resultou na sua vitória”, sublinhou.
Segundo Diana Owen, cerca de 200 milhões de norte-americanos acedem ao Facebook mensalmente e 40 por cento deles tinham acesso à informação sobre as eleições. Em 2008, disse, também houve uma grande revolução na campanha eleitoral do Presidente Barack Obama. Estes resultados, referiu, deveram-se também à utilização das redes sociais, como o Facebook, Twiter e outras, para a angariação de fundos. Devido a esta estratégia política, Barack Obama duplicou o esforço na utilização das redes sociais durante o seu segundo mandato, contrariamente ao seu adversário, que não utilizou os mesmos meios de informação.
A secretária de Imprensa, Cultura e Educação da Embaixada dos EUA em Angola, Naomi Mattos, considera também que a juventude é a camada mais engajada na Internet, sobretudo nas redes sociais. Logo, é uma grande oportunidade para alcançar a maioria do eleitorado angolano através das novas tecnologias de informação. “O Mundo está cada vez mais globalizado. A Internet forçou a sociedade a criar planos estratégicos diferenciados com recurso a ferramentas mais modernas, para se alcançarem os resultados pretendidos”, frisou a diplomata.
Na vídeo-conferência participaram  representantes dos partidos UNITA, PRS, FNLA e Bloco Democrático. O assessor de imprensa do grupo parlamentar da UNITA, Emanuel Bianco, disse que a vídeo-conferência vai reforçar ainda mais a campanha eleitoral, não só do seu partido, mas também de outras formações políticas. A UNITA, disse, sempre apostou no uso das redes sociais e com o desenvolvimento das novas tecnologias de informação e comunicação, o partido vai atrair mais eleitores.  
Joaquim Manuel, representante da FNLA, disse que o seu partido também usa as redes sociais para transmitir as suas políticas e programas de governação.
“Passando informações diariamente no jornal digital ‘Liberdade e Terra’ ou através do Facebook, estamos engajados sobretudo na melhoria das questões técnicas do lema, na postura do candidato e o projecto de sociedade”, frisou. Manuel Ribaia, do PRS, disse que as redes sociais sempre foram “ferramentas” que ajudaram na campanha eleitoral.

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