Política

Incidentes entre pastores vão ser tratados na justiça

Edna Dala

O ministro das Relações Exteriores, Téte António, afirmou, ontem, que os últimos incidentes que envolveram pastores angolanos e brasileiros vão merecer a atenção da justiça.

Fotografia: DR

Em declarações à imprensa, depois de uma audiência à porta fechada com o embaixador do Brasil, Paulino de Carvalho Neto, o ministro reafirmou que “os incidentes que ocorreram vão ser tratados no seu domínio”. “Vamos deixar a justiça tratar desta questão”, sublinhou.

Segundo Téte António, “a relação com o Brasil é muito boa e nós separamos as coisas”. Angola e o Brasil, acrescentou, mantêm relações de cooperação e amizade saudáveis, sólidas e históricas.

Recentemente, pastores angolanos da Igreja Universal do Reino de Deus (IURD) contestaram a direcção da denominação, de origem brasileira, exigindo reformas.

Téte António disse acreditar que os últimos incidentes não vão atrapalhar as relações diplomáticas entre os dois países. “A relação com o Brasil é tão sólida que os incidentes de percurso que possam acontecer nos diferentes sectores das nossas sociedade não vão prejudicar esta relação tão boa, sólida e histórica”, sublinhou.

O ministro informou que os dois governos têm mantido o diálogo e que das abordagens com o homólogo brasileiro, Ernesto Augusto, conclui-se ser necessário manter o clima agradável que sempre norteou as relações bilaterais.
/>“O que acontece nos diferentes sectores deve ter o seu tratamento, tendo em conta a nossa própria consciência. Temos a responsabilidade de proteger todos os cidadãos, quer sejam angolanos ou estrangeiros que vivam no nosso país”, sublinhou.

Questionado sobre as acusações da estação brasileira TV Record, dando conta que alguns cidadãos brasileiros estavam a ser maltratados, o ministro disse quando acontecem essas situações difíceis “é preciso sair um pouco do domínio das emoções e nos concentrarmos nos problemas em curso”.

Téte António tranquilizou os brasileiros residentes em Angola: “não podemos deixar que a boa relação entre Angola e o Brasil seja prejudicada por um incidente num dos sectores da sociedade”, disse.

O titular das Relações Exteriores lembrou que Angola e o Brasil têm uma relação histórica e o país sul-americano foi o primeiro a reconhecer a Independência Nacional, no dia 12 de Novembro de 1975. “Essa relação é manifestada de várias formas desde contactos através dos ministros das Relações Exteriores, embaixadores e até ao nível dos chefes do Estado”, salientou.

Sobre a audiência, disse ser “normal que um embaixador venha ao Ministério das Relações Exteriores, tendo em conta as relações entre os dois governos”.

 

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