Política

Independentes da CASA-CE definem futuro na coligação

Bernardino Manje

Os independentes afectos à CASA-CE reúnem hoje numa das unidades hoteleiras de Luanda, para discutirem o seu futuro dentro da coligação.

Fotografia: DR

O encontro realiza-se na sequência do acórdão do Tribunal Constitucional (TC) publicado em Agosto do ano passado e que, na prática, esvazia os poderes dos independentes, incluindo o presidente da coligação, Abel Epalanga Chivukuvuku.
No acórdão, o TC esclarece que o presidente da CASA-CE não é líder dos partidos coligados, mas apenas um “simples” coordenador da plataforma, segundo os métodos adoptados pelos partidos políticos.
A reunião magna de hoje, a primeira do género, conta com a participação de cerca de 500 militantes independentes da CASA-CE e é orientada pelo presidente da coligação, Abel Chivukuvuku, também ele um independente. Jorge Martins, porta-voz do encontro, adiantou que na reunião de hoje será tomado um posicionamento sobre o futuro dos independentes, mas descartou, para já, a adesão em bloco para um dos seis partidos que integram a CASA-CE.“Isso está fora de questão!”, afirmou Jorge Martins, sobre a adesão, deixando, entretanto, aberta a possibilidade de os independentes fazerem-no de forma individual.
A CASA-CE foi fundada em Abril de 2012 e, desde a sua criação, é liderada por Abel Chivukuvuku, um dissidente da UNITA. São membros da coligação o Partido de Aliança Democrática para o Desenvolvimento de An-gola - Aliança Patriótica (PAD-
DA-AP), Partido de Aliança Livre de Maioria Angolana (PALMA) e o Partido Pacífico Angolano (PPA).
Fazem ainda parte da CASA-CE o Partido Nacional de Salvação de Angola (PNSA), Partido Nacional para o Progresso e Aliança Nacional de Angola (PDP-ANA) e o Bloco Democrático (BD).

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