Política

INE encerra inquérito de despesas e emprego

Edna Dala

O Instituto Nacional de Estatística encerrou quarta-feira, no município de Viana, em Luanda, o Inquérito piloto de Despesas, Receitas e Emprego em Angola (IDREA), que vai culminar com a recolha de dados em Fevereiro do próximo ano.

Levantamento vai terminar com a recolha de dados estatísticos em Fevereiro próximo
Fotografia: Paulino Damião | Edições Novembro

Os agentes que pariciparam no processo de recolha do inquérito experimental realizaram ontem o balanço das actividades desenvolvidas e avaliaram as lições aprendidas sobre o inquérito piloto.
Em declarações ao Jornal de Angola, Paulo Fonseca, coordenador adjunto do Departamento de Informação e Difusão do INE, informou que os resultados do inquérito piloto não serão processados para serem apresentados ao público, por ser uma experiência piloto para se aprimorar o documento que está a ser preparado  para o primeiro Inquérito de Despesas, Receitas e Emprego em Angola (IDREA).
O Inquérito, disse, vai responder  questões sobre o número  da população que trabalha em Angola, quantos se encontram no mercado informal e quantos auferem um rendimento.
O responsável explicou que as respostas são fundamentais porque permitem ao país planear os investimentos e conhecer as reais condições de vida da população.
Paulo Fonseca anunciou, para a próxima quinta-feira, a realização de um encontro com os técnicos afectos ao projecto, incluindo a direcção do Instituto, para a apresentação de um resumo das perspectivas e melhorar a operação principal.
Ainda sobre o IDREA, Paulo Fonseca frisou que o INE inicia, no dia 5 de Janeiro,  o processo de formação dos agentes de campo que vão trabalhar na recolha de dados.
O inquérito, que começa em Fevereiro do próximo ano, vai ter a duração de 12 meses.
Paulo Fonseca disse que a recolha de dados para o inquérito piloto decorreu sem quaisquer sobressaltos. Acrescentou que foi testado o aplicativo “ Salver solution” para ver como é que faz a recolha de dados através do tablet, equipamento que os agentes estão a utilizar para recolha de informação.
Uma das principais dificuldades encontradas foi, muitas vezes, a ausência dos membros dos agregados, em particular do responsável para responder questões sobre as despesas e muitas vezes era necessário reagendar a entrevista, o que resultou em constrangimentos.
Paulo Fonseca pediu a compreensão da população para que as pessoas respondam ao questionário com verdade, porque a informação vai servir para calcular os indicadores de pobreza, medir os consumos das famílias e saber o que eles mais consomem. “Tudo isso vai permitir conhecer o índice de preço ao consumidor, melhorar as contas nacionais e as condições de vida da população”, salientou.
O Instituto Nacional de Estatística (INE) inicia, em Fevereiro do próximo ano, o Inquérito sobre Despesas, Receitas e Empregos em Angola (IDREA), que pretende saber as condições de vida da população, as características sócio-demográficas das famílias, bem como as receitas dos agregados familiares.
De acordo com o director-geral do INE, o inquérito com a duração de 12 meses, vai igualmente permitir ajustar e calcular o índice de preços ao consumidor, bem como calcular o índice de pobreza no país.
O estudo vai incidir num universo de 12 mil agregados em todo o país, por amostragem. A formação dos agentes decorre no município de Viana, com a participação de representantes das províncias de Luanda, Zaire, Bié, Cuando Cubango, Cuanza-Sul e Namibe. Camilo Ceita adiantou que depois da fase experimental, que encerra em Dezembro, o Instituto vai estender o processo para outros pontos do país, para recolher a sazonalidade das despesas e receitas dos agregados familiares.

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