Política

Inquérito desmente intolerância política

Adelina Inácio|

A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) concluiu não haver intolerância política na província do Huambo, afirmou ontem o seu coordenador, o deputado Higino Carneiro.

Coordenador da Comissão Parlamentar de Inquérito apresentou ontem à imprensa os resultados das averiguações na província
Fotografia: Mota Ambrósio

A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) concluiu não haver intolerância política na província do Huambo, afirmou ontem o seu coordenador, o deputado Higino Carneiro.
A referida comissão foi criada a pedido do grupo parlamentar da UNITA, em Março deste ano, para esclarecer denúncias de supostos casos de intolerância política praticados por militantes do MPLA no planalto central.
"Podemos dizer que a actividade da CPI terminou. Constatámos não haver casos de intolerância política", disse Higino Carneiro, sublinhando que a constatação foi feita com base nos depoimentos recolhidos no local.
Quanto aos cidadãos dados como mortos em resultado da alegada intolerância política, o deputado assegurou que os mesmos se encontram vivos e, inclusive, foram apresentados à imprensa, para que fossem certificadas as suas identidades.
Numa carta datada de 25 de Fevereiro do ano passado e endereçada à Assembleia Nacional, a UNITA denunciava o assassinato dos seus militantes Luciano Matchipelepepe e Marcelino Pataca, nas comunas do Lunge e da Etalangala. Na sua investigação, a CPI chegou à conclusão de que estes factos não condiziam com a realidade.
Ontem, a CPI aprovou o relatório final, votou as conclusões e recomendações e o projecto de resolução que vai ser submetida à apreciação do plenário da Assembleia Nacional, na sessão prevista para dia 19. A referida comissão, além de ser coordenada pelo deputado Higino Carneiro, é composta por 15 deputados, sendo 12 do MPLA e os restantes da UNITA, PRS e FNLA, com um deputado cada, de acordo com o princípio da proporcionalidade.

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