Política

Interior desmente existência de vala comum

O Ministério do Interior e as autoridades da província da Lunda-Norte desmentiram a alegada existência de uma suposta vala comum, onde terão sido enterrados vários cadáveres na localidade de Calonda.

Ângelo?da Veiga Tavares, ministro do Interior
Fotografia: Mota Ambrósio |?Edições Novembro

Num comunicado de im-prensa distribuído na segunda-feira, aquele departamento do Executivo refere que as informações que “estão a circular nas redes sociais” são “caluniosas” e provenientes “de indivíduos descontentes com o trabalho de combate ao garimpo e à imigração ilegal, que tem sido desencadeado por forças do sistema de segurança a nível do município do Lucapa, concretamente na localidade de Calonda.”
Segundo o Ministério do Interior, a 4 deste mês, alguns cidadãos, membros de uma família, comunicaram à Polícia local sobre o desaparecimento de um familiar na área de Camafuca, consignada ao Projecto Calonda.
“As imagens sobre a existência de uma suposta vala comum são falsas, na medida em que o único caso isolado registado até ao momento refere-se ao corpo do cidadão nacional, de 35 anos de idade, que em vida se chamou Ma-nhonga Matos, natural da comuna de Caluango, município do Cuilo, que se encontrava enterrado, vítima de disparos de arma de fogo, cujos autores, devidamente identificados, encontram-se a contas com a Justiça”, salienta a nota.

Constatação da UNITA

Também na segunda-feira, numa conferência de imprensa, a UNITA referiu que, numa visita efectuada en-tre os dias 9 e 13 deste mês à Lunda-Norte, foi informada pelo 2º comandante e delegado provincial em exercício da Polícia Nacional, subcomissário Francisco Henrique Costa, que o envolvimento de diferentes forças de defesa e segurança, incluindo o de forças especiais, na Operação Transparência - de combate à imigração ilegal e exploração ilícita de diamantes - está na origem de conflitos com a população local.

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