Política

Interior considera gravíssimo quadro da imigração em Cabinda

Bernardo Capita | Cabinda

A situação migratória em Cabinda é preocupante, tendo em conta os graves problemas que a imigração ilegal está a causar à província, sobretudo nos domínios da paz, segurança social e económica, e no tráfico de drogas e de outros crimes violentos com o recur-so à arma de fogo, denunciou o delegado provincial do Mi-nistério do Interior.

Eusébio Costa, comandante da Polícia em Cabinda
Fotografia: António Soares | Edições Novembro

O comissário Eusébio Domingos e Costa, que se dirigia perante os efectivos em para-da do Serviço de Migração e Estrangeiros, não avançou nú-meros sobre a imigração ilegal em Cabinda, mas apelou aos quadros do SME a uma reflexão muito profunda sobre o actual “quadro gravíssimo” migratório na província.
Eusébio Domingos e Costa, que também é o comandante provincial da Polícia Nacional, lembrou que os imigrantes ilegais são uma ameaça à segurança e à paz social, acrescentando que o fenómeno da imigração ilegal não deve ser apenas matéria de preocupação do governo provincial, mas também do próprio Executivo.
O comissário afirmou que, em Cabinda, tem-se feito um trabalho positivo no combate à imigração ilegal, mas alertou que no seio do SME existem funcionários com atitudes incorrectas que não ajudam a combater a imigração ilegal. Tais atitudes, defendeu, requerem a tomada de medidas severas.
O comissário Eusébio Domingos e Costa defendeu a participação de toda a sociedade no combate cerrado à imigração ilegal, desde as au-toridades tradicionais, passando pelas entidades administrativas e religiosas até à população.
Aos representantes da comunidade do Congo Democrático em Cabinda, o delegado do Interior pediu que mobilize e convide todos os seus compatriotas ilegais para se retirarem voluntariamente da província, sob pena de serem coercivamente repatriados.
Aos nacionais, exortou no sentido de não darem auxílio à imigração ilegal.

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