Internacional Socialista apoia acções do MPLA

Josina de Carvalho |
29 de Novembro, 2015

Fotografia: Mota Ambrósio

O Conselho da Internacional Socialista encorajou o MPLA e o seu líder, José Eduardo dos Santos, a prosseguirem os esforços para a consolidação da democracia e de um Estado de direito, assente no respeito pelas liberdades fundamentais dos cidadãos.

A organização mundial de partidos políticos social-democratas, socialistas e trabalhistas, que realizou a sua segunda reunião ordinária anual, durante dois dias, em Luanda, recomendou também ao MPLA e ao seu líder a continuarem as acções em busca da paz no continente africano, fortemente atingido por guerras fratricidas desenvolvidas por grupos terroristas criados, sustentados e financiados por países que cobiçam os seus recursos naturais, em troca do prolongamento do subdesenvolvimento, miséria e dependência. 
O Conselho da Internacional Socialista, através da “Declaração de Angola”, destaca ainda que os angolanos, com sabedoria, conquistaram a paz, desenvolvem a reconciliação nacional, a reconstrução de todas as infra-estruturas do país, atenuam os traumas, recuperam a sua economia e trabalham na edificação de uma sociedade verdadeiramente democrática, com base nos valores universais de liberdade, direitos humanos e justiça social.
A “Declaração de Angola” refere igualmente que Angola se revelou uma trincheira firme na luta pelo fim da colonização em África, do regime racista na África do Sul e pelo fim da segregação na Namíbia e no Zimbabwe, facto que custou mais de 20 anos de guerra, com a participação de exércitos estrangeiros e mercenários, que destruiu o país, desagregou famílias e criou traumas irreparáveis.
Durante a reunião do Conselho da Internacional Socialista, foram aprovadas outras declarações sobre estabilidade global, paz e segurança, crise dos refugiados no mundo, ambiente e mudanças climáticas.
Os representantes de mais de 160 partidos políticos do mundo inteiro aprovaram também duas resoluções, sobre a Agenda 2030 relativa às mulheres, paz e o seu desenvolvimento e sobre a Eliminação da Violência contra a Mulher. Os documentos aprovados expressam o compromisso dos partidos políticos para uma tomada de posição, juntamente com os governos dos respectivos países, sobre os diferentes assuntos abordados durante a reunião, com base nos princípios da liberdade, democracia, paz, igualdade e progresso, que a organização defende.
O secretário-geral do MPLA, Julião Mateus Paulo “Dino Matross”, considerou proveitosa a reunião, pelo facto de terem sido discutidos de forma exaustiva assuntos da actualidade, como a paz, terrorismo, ambiente e mudanças climáticas. Dino Matross, que ocupa uma das vice-presidências do Conselho da Internacional Socialista, disse que todos os partidos políticos condenaram o terrorismo e defendem a união para o combate deste mal, que é global.
Para o presidente do Partido Africano para a Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC), Domingos Simões Pereira, a preservação do meio ambiente e o controlo das mudanças climáticas são também preocupação de todos os partidos políticos e um desafio global.
“Vamos continuar a harmonizar as posições em relação a este tema, fundamentalmente no que diz respeito aos subsídios que são dados aos combustíveis fósseis, a criação de um fundo para o carbono e as consequências nefastas da subida do nível médio das águas do mar”, referiu, alertando que os países ribeirinhos podem sofrer consequências muito gravosas, razão pela qual é necessário uma acção combinada para travar o aquecimento global.
O vice-presidente do Partido Democrático Trabalhista do Brasil, Carlos Eduardo Vieira da Cunha, apelou à união para a resolução dos problemas comuns, de modo a tornar o mundo mais justo, fraterno e solidário, apesar da localização geográfica, características e peculiaridades de cada país e povo.
O MPLA é membro do Conselho da Internacional Socialista desde 1996 e assume a vice-presidência desde 2008.

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