Política

Investigadora angolana na luta contra a malária

Os ensaios clínicos de primeira fase da vacina contra a malária começaram na semana passada na Universidade de Radboud, na Holanda, e relançam a esperança no combate contra a doença que, em Angola, de acordo com dados do coordenador do Programa Nacional de Controlo da Malária, Filomeno Fortes, é a principal causa de morte no país, com mais de 16 óbitos por dia, num total de três milhões de casos clínicos por ano, com seis mil óbitos.

Investigadora angolana Francisca Van-Dúnem Reis do Instituto de Medicina Molecular
Fotografia: Edições Novembro |

Criada pela equipa de Miguel Prudêncio, no Instituto de Medicina Molecular (IMM), em Lisboa, o estudo foi financiado pela Fundação Bill and Melinda Gates. À primeira fase dos ensaios, iniciada na sexta-feira, onde os voluntários vão ser vacinados e avaliados a bem da ciência e da humanidade, vão seguir-se mais duas antes da aprovação da vacina. 
O grupo de investigadores do IMM, uma das instituições mais conceituadas a nível Ibérico, é agora composto por uma investigadora angolana, Francisca Van-Dúnem dos Reis, a fazer o seu PhD, financiado pela prestigiada Fundação Calouste Gulbenkian. A vacina aprovada e até agora no mercado, da farmacêutica Glaxo, usa pedaços do parasita para provocar uma resposta imunitária e tem uma taxa de sucesso muito baixa, à volta de 30 por cento. O sonho de todos os que enfrentam a devastação causada por esta doença pode já não estar muito longe. Suportados pelo sucesso das fases anteriores aos ensaios clínicos, a equipa do Instituto de Medicina Molecular pode estar prestes a fazer história e terá um cunho angolano.

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