Política

Investimento estrangeiro está a subir

Cristina da Silva|

A Agência Nacional de Investimento Privado (ANIP) assinou ontem, em Luanda, 21 novos contratos de investimento, avaliados em mais de 5,3 mil milhões de kwanzas. A presidente da ANIP, Maria Luísa Abrantes, disse que parte deste investimento recai para o sector da indústria.

O investimento estrangeiro está em alta sobretudo no sector industrial e dos serviços
Fotografia: Paulo Mulaza

“Notamos que este ano o sector da indústria, comparado a igual período de 2013, ganhou um acréscimo significativo em relação ao comércio, uma das áreas em que há mais investimentos no país”, explicou.
Questionada sobre a falta de incentivos aos investidores do sector agrícola, Maria Luísa Abrantes disse que o fomento desse ramo passa pela criação de infra-estruturas como irrigação, estradas e logística. “O Executivo está a trabalhar na criação de infra-estruturas para agricultura e com estas bases podemos melhorar este sector. Temos consumidor, mas temos dificuldades de infra-estruturas”, reconheceu.
Os contratos rubricados entre a presidente da ANIP, Maria Luísa Abrantes, e empresários nacionais e estrangeiros estão ligados aos sectores da indústria, comércio, saúde, telecomunicações, construção civil, prestação de serviços, e actividade agro-pecuária. Luanda continua a ser a província que mais investidores atrai. A presidente da ANIP justificou que Luanda, além de ser uma zona tradicionalmente comercial, é o ponto do país com mais consumidores. “Acreditamos que os investidores aplicam mais onde há consumidores. Os novos investimentos públicos em portos a nível de outras províncias, vai ajudar a fomentar o investimento nessas localidades”, disse Maria Luísa Abrantes, que considerou também a necessidade do fornecimento de água e energia eléctrica 24/24 horas como um outro problema.
A Uniprint, empresa de direito angolano, está a montar uma indústria gráfica que vai produzir 24 milhões de livros escolares por ano. A empresa, que conta com investimento português, empenhou 553 milhões de kwanzas com o objectivo de aumentar a produção interna, reduzir a importação de material escolar e aumentar a qualidade de produção gráfica do país.
Alexandre Alves, representante da Porto Editora em Angola, disse que a intenção do grupo “não é apenas aumentar a quantidade da produção, mas também a qualidade dos produtos fabricados localmente”. Acrescentou que a fábrica começa com a impressão de manuais escolares e nos próximos cinco anos vai expandir para a impressão de  jornais e revistas, o que vai garantir vários postos de trabalho directos e indirectos.

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