João Lourenço no Pentágono

Adalberto Ceita | Washington
18 de Maio, 2017

Fotografia: Eduardo Pedro | Edições Novembro

Um Memorando de Entendimento no domínio da Defesa foi assinado ontem, em Washington, entre o Ministério da Defesa Nacional e o Pentágono (Ministério da Defesa dos EUA).

O instrumento de cooperação ontem rubricado permite que, doravante, possam ser assinados acordos mais específicos em vários domínios da cooperação militar entre Angola e os Estados Unidos.
O ministro João Lourenço assinou o documento pela parte angolana e pelos Estados Unidos assinou James Mattis, secretário norte-americano da Defesa.
João Lourenço afirmou que o Memorando de Entendimento constitui o principal instrumento para abrir todas as portas para que os dois países possam, daqui para a frente, estreitar as relações no campo militar.
O ministro da Defesa Nacional informou o seu homólogo que recebeu por escrito do Presidente da República, José Eduardo dos Santos, plenos poderes para assinar o Memorando de Entendimento com os Estados Unidos.
“Encaramos a cooperação com os Estados Unidos no domínio da Defesa como algo de  muito sério. Acreditamos que ambos os países sairão a ganhar com este acordo”, declarou.
Além de realçar que os EUA não precisam de apresentação sobre o seu potencial militar, por se tratar da maior potência mundial, João Lourenço deixou vincado que Angola também é um país importante no contexto da região africana onde está inserida. Angola, disse, geograficamente está na fronteira entre duas importantes regiões, nomeadamente na transição entre a África Austral e Central e no Golfo da Guiné. Nesta última região, João Lourenço destacou a noção que os EUA têm da sua importância geoestratégica.
“Estamos engajados no combate ao terrorismo no continente africano no geral, e muito particularmente no Golfo da Guiné”, disse.
O ministro da Defesa Nacional garantiu que Angola está empenhada em ajudar os países da Região dos Grandes Lagos a encontrarem a paz que necessitam, particularmente a República Centro Africana, que vive uma situação de instabilidade que já leva muitos anos. Falou também do clima de instabilidade na República Democrática do Congo (RDC) e no Burundi.
“Angola tem a presidência da Conferência Internacional da Região dos Grandes Lagos  até Dezembro de 2017, e vamos usar toda a nossa influência para ajudar esses países a saírem da situação de conflito. Com a efectividade deste Memorando e a parceria dos Estados Unidos, acreditamos que vamos cumprir melhor com este papel pacificador”,  sublinhou.

Cemitério de Arlington

Antes da assinatura do Memorando de Entendimento, na sede do Pentágono, João Lourenço visitou o cemitério militar nacional de Arlington, onde depositou uma coroa de flores no túmulo do soldado desconhecido, depois de entoado o hino dos dois países. Guiado pelo major general Michael Howard, do comando geral do exército norte-americano, o ministro da Defesa Nacional visitou as diferentes alas que compõem o cemitério.
Localizado perto do edifício do Pentágono, numa área de três quilómetros quadrados, no cemitério militar de Arlington estão sepultadas mais de 400 mil pessoas mortas nas diferentes guerras travadas pelos Estados Unidos, desde a revolução americana à guerra do Iraque. Entre as personagens históricas enterradas no cemitério nacional de Arlington estão os generais Omar Bradley e Jonathan Wainwright, da Segunda Guerra Mundial, o senador Robert Kennedy e seu irmão, o Presidente John Kennedy.
O local mais popular entre os visitantes é o túmulo do soldado desconhecido, onde os restos mortais de três soldados não identificados da Primeira Guerra Mundial, guerra da Coreia e Segunda Guerra Mundial são guardados por uma guarda de honra do exército, cuja cerimónia de troca de sentinelas é um evento de grande atracção turística.

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