Política

Jovens marcham contra o desemprego em Malanje

Venâncio Victor|Malanje

Dezenas e jovens activistas sociais manifestaram-se ontem contra uma alegada “má gestão”' do governo local, que, supostamente, se reflecte “na incapacidade de resposta aos problemas da população”. as de jovens, sem qualquer incidente..

Marcha percorreu artérias da cidade sem incidentes
Fotografia: Venâncio Victor | Edições Novembro

De acordo com a Angop, durante a marcha, que teve a duração de duas horas, os activistas exibiram cartazes que faziam referência à necessidade de empregos para os jovens, melhoria do saneamento básico, dos serviços sociais, como a saúde, educação, energia e água, sectores que consideram estarem “mergulhados na precariedade”, apesar das potencialidades da província.
Segundo o coordenador do evento, Salomão Tenguna Faustino, a manifestação ora realizada “traduz o clamor do povo malanjino, que, diariamente, se debate com uma degradante situação social, ante a falta de resposta das entidades competentes”.
“Não pedimos que o Governo resolva tudo de uma só vez, mas que se priorize, anualmente, um sector, de modo a que, a curto, médio e longo prazos, se melhorem as condições de vida dos cidadãos”, disse. A marcha pacífica, que teve a protecção policial, partiu do largo Rainha Njinga Mbande e terminou no Jardim da Liberdade.

class="bold">Marcha em Benguela

Também em Benguela, mais de quatro centenas de jovens auto-denominados “revolucionários” manifestaram-se ontem contra a liderança do governador provincial, Rui Falcão, por alegada “má gestão da província”.
Os participantes na marcha, promovida pelo auto-denominado “Movimento Revolucionário (MR) de Benguela”, ostentavam dísticos em que se podia ler, entre outros escritos, “Basta a tirania de Rui Falcão!” e “Rui Falcão, fora!”.
Os jovens percorreram algumas ruas da cidade e pretendiam atingir o Palácio do Governo, o que não aconteceu, uma vez que a Polícia Nacional encurtou o trajecto.
Cachine Domingos, membro de direcção do “MR” e subscritor da convocatória da marcha, através das redes sociais, seu principal instrumento de comunicação, afirmou que Rui Falcão “demonstra não estar comprometido com o desenvolvimento de Benguela”.

 

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