Política

Líder do MPLA quer militantes comprometidos com reformas

O Presidente do MPLA, João Lourenço, referiu hoje, em Luanda, a necessidade da direcção do seu partido ser reforçada com pessoas comprometidas com as reformas em curso no país, que visam criar um verdadeiro estado democrático e de direito baseado no primado da lei.

João Lourenço procedeu a abertura do VII Congresso extraordinário que decorre no Centro de Conferência de Belas
Fotografia: Santos Pedro | Edições Novembro

João Lourenço, que discursava na sessão de abertura do VII congresso extraordinário do MPLA, disse ser necessário criar uma sociedade mais justa, que dê aos angolanos iguais oportunidades de inserção na sociedade e de sucesso na realização e concretização dos seus sonhos.
No discurso, perante os congressistas e convidados, o Presidente João Lourenço referiu que o conclave visa primar pela coesão e unidade do partido e reafirmar a liderança do seu presidente, alargar a composição do comité central, de forma a torná-lo mais consentâneo com a actual conjuntura de moralização da sociedade, de combate à corrupção e à impunidade.
O congresso extraordinário visa também traçar estratégias para desafios como as eleições autárquicas, alargar o Comité Central e garantir maior abertura democrática com reais ganhos no que diz respeito à liberdade de imprensa e de pensamento, de expressão e de manifestação.
O líder do MPLA lembrou que o seu partido venceu as eleições gerais de 2017 tendo como lema principal a necessidade de melhorar o que está bem e corrigir o que está mal, “palavras muito nobres e bonitas no papel, mas, em certa medida, difíceis, mas não impossíveis de as tornar realidade”.
A propósito do lema, disse que uma coisa é falar da manifestação de uma intenção, outra coisa é ter a verticalidade moral, a coragem de o fazer realmente sem ceder a pressões ou mesmo a ameaças.
Notou que os eleitores votaram massivamente no MPLA porque “acreditaram que somos realmente capazes de construir uma sociedade diferente onde os que têm a responsabilidade de fazer respeitar a Constituição e a lei sejam os primeiros a cumprir para que, com o seu exemplo, eduquem a sociedade da necessidade do respeito pelo bem público”.
Participam no congresso extraordinário, que decorre no Centro de Conferência de Belas, em Luanda, dois mil e 448 delegados, dos quais 777 mulheres e mil e 671 do sexo masculino.
Esse órgão de direcção do MPLA passa de 366 para 497 membros. Sessenta e um por cento dos novos 134 membros são jovens, o que visa assegurar a transição geracional.

 

 

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