Política

Líder religioso encoraja acções do Executivo

O bispo da Igreja de Nosso Senhor Jesus Cristo no Mundo (Tocoísta), Afonso Nunes, reconheceu ontem, em Luanda, os esforços do Executivo no combate à corrupção.

Bispo Afonso Nunes, da Igreja Tocoísta
Fotografia: João Gomes| Edições Novembro

O líder religioso, que falava à Angop, afirmou que este desafio representa uma atitude de coragem apesar de os resultados ainda não serem bem visíveis, por se tratar de um fenómeno difícil de vencer.
“Desde Setembro de 2017, o Governo do Presidente João Lourenço tem vindo a adoptar várias medidas de combate à corrupção e ao nepotismo em Angola, que já resultaram na investigação e detenção de várias figuras mediáticas”, indicou.
O combate à corrupção é uma das premissas do Programa de Governo do MPLA (partido no poder) que o Chefe de Estado se propõe pôr em prática até ao final do mandato (2022).
Para facilitar a estratégia, já foram aprovados, pelo Parlamento, vários instrumentos jurídicos, como a Lei sobre Repatriamento de Recursos Financeiros Domiciliados no Exterior do País, que tem permitido ao Estado recuperar activos transferidos ilicitamente.
Segundo o bispo da Igreja Tocoísta, trata-se de uma acção que deve ser levada a cabo com “paciência, sabedoria e sobretudo coragem de quem está à frente do processo”.
Afonso Nunes afirmou que, em relação às autárquicas previstas para o próximo ano, a perspectiva da sua implementação é boa, na medida em que vai permitir descentralizar o exercício do poder e dar autonomia financeira e administrativa aos municípios.
O líder religioso augura que sejam criadas condições para que, na primeira fase, se incorporem alguns municípios distantes do litoral.
Em relação à principal tarefa do Presidente João Lourenço durante o seu mandato, o líder tocoísta disse que passa pela distribuição equitativa da riqueza nacional.
Na vertente económica, Afonso Nunes considerou que a situação do país não é boa, por depender maioritariamente do petróleo, para a aquisição de divisas.

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