Política

Luanda e Lisboa preparam novos acordos de cooperação

Gabriel Bunga

Os acordos de cooperação entre Angola e Portugal, assinados durante a visita de Estado do Presidente João Lourenço à Lisboa e ao Porto, estão em boa fase de execução, garantiu ontem, em Luanda, o ministro português dos Negócios Estrangeiros, Augusto Santos Silva, em conferência de imprensa conjunta com o seu homólogo angolano, Manuel Augusto.

Fotografia: Paulo Mulaza

Augusto Santos Silva trabalha em Luanda à frente de uma delegação portuguesa a fim de preparar a visita a Angola do Chefe de Estado luso, Marcelo Rebelo de Sousa, no próximo mês.
O ministro dos Negócios Estrangeiros de Portugal foi recebido ontem, em audiência, pelo Presidente João Lourenço, e, de seguida, na sede do Ministério das Relações Exteriores, falou à imprensa sobre a sua visita a Angola.
Augusto Santos Silva disse que, durante a sua estada em Luanda, avaliou com as autoridades angolanas os acordos assinados, em Lisboa e no Porto, durante a visita de Estado do Presidente João Lourenço a Portugal.
“Hoje, fizemos o ponto da situação da implementação destes acordos, registando que todos eles estão em bom andamento”, disse.
O chefe da diplomacia lusa disse que os acordos em execução “não são meros acordos diplomáticos, mas, sim, instrumentos que materializam na prática a cooperação entre Portugal e Angola em vários domínios, como Educação, formação profissional, Turismo e Informação”.
O ministro dos Negócios Estrangeiros de Portugal sublinhou que os acordos referem-se também às áreas de protecção do investimento, protecção dos trabalhadores e empresários, evitando a dupla tributação, protecção social, informação, formação de professores e saúde. “Todos estes instrumentos têm resultados concretos”, reforçou.
Santos Silva disse que, no encontro que manteve com alguns empresários portugueses em Luanda, ficou com a impressão de haver um forte entusiasmo dos empresários lusos sobre as condições e o futuro da economia em Angola.

Reunião técnica
Ainda ontem, Augusto Santos Silva participou numa reunião técnica com as equipas de coordenação dos projectos de cooperação União Europeia e Angola, geridas pela Cooperação Portuguesa, em áreas importantes para o desenvolvimento de Angola, como o ensino técnico-profissional e agricultura familiar.
“Pude constatar o bom andamento destes projectos e, por isso mesmo, gostaria de agradecer as autoridades angolanas”, disse.
Augusto Santos Silva disse que, durante a visita do Presidente Marcelo Rebelo de Sousa a Angola devem ser assinados novos acordos de cooperação.
O ministro dos Negócios Estrangeiros de Portugal disse que a preparação da agenda do Chefe de Estado português está concluída, e que todas as condições estão criadas para que a visita esteja ao mesmo nível da visita realizada por João Lourenço a Portugal.
O ministro Augusto Santos Silva disse que “as relações entre Angola e Portugal estão em bom momento porque, num curto espaço de tempo, registaram-se vários encontros e visitas oficiais entre as autoridades angolanas e portuguesa”.

Incidentes no Jamaica
O ministro dos Negócios Estrangeiros de Portugal agradeceu a forma como a Embaixada de Angola reagiu ao incidente ocorrido em Portugal entre alguns cidadãos angolanos e agentes da Polícia portuguesa no bairro Jamaica. “Foi um gesto muito apaziguador”, disse.
O ministro das Relações Exteriores, Manuel Augusto, disse que a visita do seu homólogo português permitiu consolidar a preparação da visita de Estado do Presidente de Portugal a Angola no próximo mês.
“É o culminar de contactos bilaterais que tiveram lugar neste período em Lisboa e Luanda”, disse, sublinhado que a preparação está num bom caminho e que as condições estão criadas para que a visita do Presidente Marcelo Rebelo de Sousa corresponda às expectativas criadas entre os dois países.
Manuel Augusto referiu ainda que, até 5 de Março, data prevista da visita, as duas delegações vão continuar a trabalhar em todos os níveis para que a visita decorra com normalidade.
O ministro das Relações Exteriores, Manuel Augusto, disse que o Turismo constitui um dos sectores na promoção de emprego para a juventude.
“Temos também a formação como um dos principais pilares e sabemos já que o novo Instituto do Desenvolvimento Turístico está em contacto com a sua congénere de Portugal para estabelecerem parcerias”, disse Manuel Augusto.

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