Política

Lucas Ngonda apela à unidade na FNLA

Gabriel Bunga

O presidente da FNLA, Lucas Ngonda, voltou a apelar aos militantes da formação política a primarem pela unidade para que o partido esteja em condições de enfrentar os próximos desafios das eleições autárquicas e gerais.

Lucas Ngonda entende que os problemas da FNLA resultam da situação social que os militantes vivem e não por questões políticas Províncias
Fotografia: DR

O político falava, na terça-feira, na sessão de abertura da reunião do Comité Central do partido que decorreu em Luanda no município de Viana. Lucas Ngonda lembrou que a direcção da FNLA iniciou, a 6 de Maio deste ano, contactos com todos os contestatários à direcção do partido, a fim de encontrar soluções que conduzam ao fim dos conflitos internos.


O político disse que durante os encontros fez-se discussões abertas sobre os anseios dos militantes desavindos. “Estas conversações, em nosso entender, devem nos conduzir à assinatura de um compromisso que nós chamamos de Pacto de Reconciliação Interna da FNLA. Este pacto deve culminar com a criação de uma direcção de consenso que será ratificada pelo Congresso, que terá lugar nos dias 29 e 30 de Outubro deste ano”, disse.


O presidente da FNLA disse ter proposto um período de transição para a consolidação da unidade e coesão internas no seio do partido, até ao congresso extraordinário que será convocado para a retomada institucional do partido. “Caros irmãos, membros do Comité Central, a unidade no seio do partido deve resultar da vontade política das partes interessadas em ultrapassar os diferendos prejudiciais à vida do partido”, exortou.


Lucas Ngonda entende que os problemas da FNLA resultam da situação social que os militantes vivem e não por questões políticas. “Todas as perturbações que conhecemos resultam de um movimento social de desemprego e de carências de militantes e dirigentes que fazem uma péssima leitura da situação interna e pensam que o partido é o lugar para a solução dos problemas pessoais”, lamentou.


Ngonda disse que a solução dos problemas na FNLA está na unidade dos seus membros para que este partido reconquiste o seu espaço no mosaico político do país que lhe confira o direito de defender melhor os cidadãos. O caricato é que, momentos antes do início da reunião, alguns militantes da FNLA, encabeçados por Ndonda Nzinga, foram impedidos de participar da reunião por pertencerem à ala dirigida por Fernando Pedro Gomes, que também se considera legítima.


Ndonda Nzinga acusou Lucas Ngonda de "violar sistematicamente" os Estatutos do partido e de querer perpetuar-se na liderança da FNLA. O político defende que Lucas Ngonda já não pode ser mais o presidente do partido.

Tempo

Multimédia