Política

Marcos Nhunga pede mais atenção às obras do PIIM

Joaquim Suami , Bernardo Capita| Cabinda

O governador de Cabinda, Marcos Nhunga, pediu ontem, maior atenção aos projectos inseridos no Plano Integrado de Intervenção nos Municípios (PIIM), para que a sua execução tenha êxito e possam beneficiar os munícipes.

O lìder do Governo de Cabinda
Fotografia: DR

Ao intervir na cerimónia de posse da nova administradora de Cabinda, Helena Berta Marciano, o governador lembrou que a província de Cabinda foi contemplada com 62 projectos, dos quais 45 de âmbito local e 17 de âmbito nacional.

Para os projectos do município de Cabinda, disse, a nova administradora deve prestar maior atenção, para que sejam bem executados.

Marcos Nhunga justificou que, pela dinâmica das acções que o governo de Cabinda está a levar a cabo, houve a necessidade de se nomear um novo administrador municipal, para que haja novas ideias na execução dos programas que se reflecteãm na vida dos munícipes.

“O município de Cabinda vive sérias dificuldades nos sectores da Educação, Saúde, Energia e Águas, Saneamento Básico e vias de acesso, por isso a nova administradora tem a missão de melhorar a estratégia de trabalho para a dignidade da vida das populações”, disse.

Marcos Nhunga apelou à nova administradora para redobrar esforços e trabalhar com as autoridades policiais para travar a entrada ilegal de estrangeiros, a partir da fronteira com a RDC.

“O município de Cabinda faz fronteira com a RDC e deve redobrar esforços para evitar a entrada de estrangeiros em situação migratória ilegal. Deve trabalhar com as autoridades policiais para combater a imigração ilegal na região”, reiterou.

Melhorar os serviços

Melhorar os serviços de Saúde, Educação, Habitação, Energia e Águas, Saneamento Básico, vias secundárias e terciárias, bem como o combate ao contrabando de mercadorias, com vista a garantir o bem-estar social das populações, são as principais prioridades da nova administradora do município de Cabinda.

Helena Berta Marciano referiu que vai priorizar, igualmente, os trabalhos de recolha e depósito de lixo, assim como no embelezamento da cidade de Cabinda, por ser o principal elemento de atracção para qualquer visitante.

A cerimónia, que decorreu no Palácio do Governo Provincial, foi testemunhada pelos secretários provinciais e convidados.

A administradora Helena Berta Marciano, de 55 anos, é doutorada em Ciências da Educação e já ocupou as funções de chefe do Departamento dos Assuntos Académicos do ISCED-Cabinda, de secretária provincial da Educação e de vice-reitora para os Assuntos Académicos e pós-graduação da Universidade “11 de Novembro”.

Fórum Cabindês quer revisão do Estatuto Especial

O presidente do Fórum Cabindês para o Diálogo (FDC), Maurício Amado Nzulú, defendeu, no sábado, em Cabinda, a revisão do Estatuto Especial para Cabinda de 2006, a fim de “superar o quadro persistente de desigualdades sociais e económicas, que gera desesperança e sentimento de exclusão no seio da população”.

Maurício Amado Nzulú, eleito em assembleia, em Janeiro, afirmou que a ideia da revisão do Estatuto Especial de Cabinda, resultante do Memorando de Entendimento assinado a 1 de Agosto de 2006 entre o Governo e o FCD, no Namibe, surgiu de uma consulta pública que a organização realizou em todo o espaço do território de Cabinda.

“A direcção do Fórum Cabindês para o Diálogo vai, nos próximos dias, apresentar, ao Governo, a sua nova abordagem, fruto de uma consulta realizada em todo o espaço do território de Cabinda”, reiterou o substituto de António Bento Bembe.

O presidente do FCD, que falava por ocasião do dia 1 de Agosto, data da assinatura do Memorando de Entendimento para Pacificação do Território de Cabinda, disse que a organização é parceira do Governo e não pode ser confundida com uma organização subversiva. Garantiu que continuará a trabalhar de forma fraternal e pacífica, para uma conclusão airosa do processo iniciado em 2006.

Apelou a todos os actores políticos, eclesiásticos e civis de boa vontade a juntarem-se ao FCD para reforçar o diálogo com o Governo.
O Estatuto Especial foi aprovado pelo Decreto-Lei nº 1/07, de 2 de Janeiro.

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