Política

Marinha de Guerra está atenta à pirataria marítima

J. Figueiredo | Com Angop

O chefe do Estado-Maior-General das FAA, Egídio de Sousa Santos, disse aos efectivos da Marinha de Guerra Angolana (MGA) para terem em atenção os riscos e ameaças decorrentes da pirataria marítima e do narcotráfico.

Marinha de Guerra Angolana assinala 42 anos da sua criação
Fotografia: Adolfo Dumbo| Edições Novembro| Soyo


Ao discursar no acto cen-tral do 42º aniversário da MGA, assinalado terça-feira, Egídio de Sousa Santos afirmou que a potencialização da Marinha de Guerra e das Forças Armadas Angolanas (FAA) constitui uma tarefa imprescindível que o Executivo angolano desenvolve, com elevada responsabilidade.
Segundo Egídio de Sousa Santos, o espaço marítimo é importante, pelo facto de se levantarem sérias preocupações relacionadas com a segurança da navegação, liberdade de usufruto dos recursos marinhos e exercício da soberania na zona económica exclusiva, por parte dos estados ribeirinhos.
Egídio de Sousa Santos defendeu  a cooperação bilateral e multilateral entre as nações, para permitir a segurança, assim como a redução e eliminação de factores de risco e instabilidade nas distintas regiões.
Segundo o chefe do Estado-Maior-General, as ameaças resultantes do terrorismo in-ternacional não têm fronteiras e nem obedecem à lógica imposta pelas normas do Direito Internacional, alertou. Egídio de Sousa Santos informou que o Estado-Maior-General das FAA vai promover, em todo o país, uma campanha de resgate dos valores morais e cívicos, no quadro do seu programa de moralização da sociedade.
O comandante da Marinha de Guerra Angolana (MGA), almirante Francisco José,  afirmou que a instituição vai continuar a apostar na formação dos efectivos. Apontou como desafios a formação de quadros e o reequipamento do ramo, para que os jovens formados nas diversas especialidades possam cumprir as tarefas que lhes forem incumbidas.
Para o comandante da MGA, há necessidade de uma força naval moderna e equilibrada, com meios navais e fuzileiros comprometidos com a inserção política e estratégica no cenário internacional e em sintonia com os anseios do Estado.

Costa do Zaire
O comandante da Região Naval Norte da Marinha de Guerra Angolana (MGA), vice-almirante Noé Rodrigues João Magalhães, garantiu a vigilância permanente e firme do rio Zaire e das 200 milhas da costa marítima angolana na região, para prevenir a sua utilização para fins ilegais.
O vice-almirante Noé Rodrigues João Magalhães, que discursava na cerimónia em alusão ao 42º aniversário da criação da MGA, que de-correu na Base Costeira do Soyo, o rio Zaire constitui uma via de comunicação importante e bastante complexo, por ser uma rota de navegação internacional e por possuir variados canais que podem ser utilizados para o tráfico de drogas, de seres humanos, pirataria, imigração ilegal e roubo de riquezas marinhas.
“O município do Soyo é uma região importante pela produção de petróleo no “off shore” e “on shore” e pela implantação do projecto LNG, que está a permitir a produção de gás natural liquefeito. Estas e outras características geográficas e também o seu potencial económico fazem do Soyo uma zona de grande importância, cuja segurança deve ser garantida pela Marinha de Guerra”, afirmou.
O vice-almirante Noé Rodrigues Magalhães disse que deve haver um investimento  forte na Marinha para se afirmar como uma verdadeira potência na região. “O nosso país, para se afirmar como uma potência na região, deverá in-vestir na sua Marinha de Guerra, cujo processo deve iniciar na formação dos quadros do ramo, a todos os níveis, na aquisição de navios e armamento costeiro e de adequadas infra-estruturas de apoio”.

Prontidão em Cabinda
Em Cabinda, o governador Eugénio Laborinho exortou aos efectivos do Comando da Marinha de Guerra na província a continuarem empenhados em manter a prontidão e prosseguirem com zelo e dedicação a tarefa da defesa dos interesses nacionais.
Eugénio Laborinho, que falava no acto que marcou o 42º aniversário da criação da Marinha de Guerra Angolana , referiu que a existência de petróleo no mar, a fauna marítima, a poluição em algumas províncias e a navegabilidade do rio Zaire são algumas das razões que exigem de todos uma permanente vigilância nas águas territoriais e fluviais.

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