Medidas travam expansão da epidemia em todo o país

Yara Simão |
12 de Janeiro, 2017

Fotografia: Edições Novembro

O Governo está a aplicar medidas de vigilância epidemiologica activa com a participação das comunidades para travar a expansão do surto de cólera que assola o município do Soyo, na província do Zaire, e que já fez sete mortes dos 100 casos registados.

De acordo com o ministro da Saúde, Luís Gomes Sambo, as medidas preventivas estão em curso em todo o país e, além do tratamento de casos suspeitos e identificados, constam também acções que as famílias devem observar para prevenir-se a doença, como a higiene alimentar, pessoal e colectiva, tratamento da água e saneamento do meio.
Em declarações à imprensa, à margem da cerimónia de abertura do Conselho Consultivo Ordinário do sector, que decorre sob o lema "Trabalhar Para Melhores Resultados em Saúde”, o ministro falou igualmente dos dois casos de Zika Vírus detectados no país. Luís Gomes Sambo confirmou a existência, em Angola, do mosquito Aedes Aegypti, o causador do vírus “zika”, dengue e a chicungunha.
O ministro informou que as medidas de prevenção na luta anti-vectorial dos mosquitos são as mesmas que foram usadas no combate à febre-amarela. “É mais uma doença que precisa de um tratamento especial e de meios diferentes para o seu diagnostico e sistema de vigilância”. O ministro da Saúde revelou que a admissão, para breve, de mais 900 médicos que vão aumentar a cobertura e qualidade dos serviços nos municípios. Luís Gomes Sambo disse que o processo de admissão pessoal no serviço nacional de saúde atrasou devido a problemas financeiros, mas que tudo está a ser feito para ultrapassar esta fase.
Os medicamentos continuam a ser prioridade e preocupação do Ministério da Saúde. O ministro lamentou o facto de ainda não ser possível regular o acesso a medicamentos e sublinhou que trabalhos estão em curso para reorganização do sistema logístico de medicamentos a todos os níveis, para ser mais eficiente e aumentar-se as aquisições através do sector público e privado.
O conselho termina amanhã e tem como objectivo debater as estratégias para melhorar os indicadores sanitários do país, articular com as direcções provinciais a agenda do processo de reforma e propor um mecanismo mais eficaz de preparação e resposta as epidemias.
Em representação do governador provincial de Luanda, a vice-governadora Juvelina Imperial reconheceu o trabalho do Executivo no combate à febre amarela e apelou ao empenho de todos no combate à cólera, para que a mesma não se alastre ao resto do país. Juvelina Imperial desafiou o Ministério da Saúde levar ao debate a questão da humanização da saúde nos hospitais.

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