Política

Metade da linha férrea concluída

João Dias

Os 50 quilómetros que fazem a extensão da segunda linha do ramal do Caminho de Ferro de Luanda que parte do Bungo ao Novo Aeroporto Internacional de Luanda (NAIL) tem uma execução de quase 70 por cento, garantiu ontem, em Luanda, o presidente do conselho de administração do CFL, Júlio Bango.

Ministro recebeu ontem garantias de empenho para a conclusão dos trabalhos de extensão da linha férrea em curso
Fotografia: Contreiras Pipas | Edições Novembro

Com a duplicação da linha férrea do Bungo ao Musseque Baia e daí ao Novo Aeroporto, que envolve perto de 200 trabalhadores, o Executivo pretende assegurar um acesso cómodo, seguro e rápido ao NAIL e evitar constrangimentos. Para tal, foram construídos os nós viários da Boavista, Unidade Operativa, Zango, Kilamba e Camama para permitir que o acesso seja verdadeiramente fácil e cómodo.
O ministro dos Transportes efectuou ontem uma visita de constatação às obras. Augusto Tomás e membros do seu gabinete e do CFL fizeram este percurso de locomotiva do Bungo até ao Musseque Baia. Do Musseque Baia ao Novo Aeroporto a visita foi feita de carro.
No local, o ministro dos Transportes deixou recomendações precisas ao empreiteiro sobre a criação de condições adequadas para não perturbar a vida da co­munidade, mantendo um bom relacionamento com ela. Do CFL, o ministro Au­gusto Tomás exigiu maior fiscalização das obras e avisou que “não se faz fiscalização apenas a olho nu. É preciso tecnologia”. 
O presidente do conselho de administração do Caminho de Ferro de Luanda, Júlio Bango, disse que as obras estão a decorrer normalmente, embora estejam a ser feitas por troços, em função de alguns obstáculos nos cruzamentos, sobretudo na área entre Viana e Musseque Baia. “Temos muitas passagens de nível entre Viana e Musseque Baia e isso tem provocado algum estrangulamento na realização das obras”, referiu Júlio Bango, lembrando que a duplicação faz parte da preparação dos acessos ao novo aeroporto.

Duplicação das vias

“Temos o projecto da duplicação do Bungo-Musseque Baia, ao Km 30, e depois outro que parte da Baia ao Novo Aeroporto Internacional de Luanda”, disse Júlio Bango, acrescentando que do Bungo ao Novo Aeroporto são, no total, 50 quilómetros. O presidente do conselho de administração do Caminho de Ferro de Luanda lembrou que o projecto, com duração de 24 meses, vai ser concluído e entregue em me­ados do próximo ano.
  Segundo o responsável, neste momento, além das obras na duplicação da linha férrea, decorrem também as obras para a trans­posição da estrada de Catete e na sequência a construção da rampa e das linhas elevadas que vão dar à entrada da sala de desembarque de passageiros do Novo Aeroporto. 
Está também em curso a construção de novas estações. No caso do Bungo, além da nova estação, que se pretende moderna e inovadora, as antigas estão a beneficiar de remodelação.
No Musseque Baia decorre o mesmo processo e Viana segue a mesma filosofia, bem como as outras.
No total, tal como foi projectado, vão ser construídas mais seis estações, sendo que a sexta estará localizada junto à sala de desembarque do Novo Aeroporto Internacional de Luanda em conclusão nos arredores de Luanda.

Novas composições

O projecto prevê a aquisição de dez Unidades Múltiplas Diesel (DMU), composições com quatro unidades, cujos extremos são motorizados. As DMU são conhecidas pela rapidez combinada com conforto e segurança e vão ser fornecidas por um consórcio alemão e chinês.
As DMU vão fazer o percurso Bungo ao Novo Aeroporto e devem estar no país até ao próximo ano e tão logo a construção da linha esteja concluída. Júlio Bango garantiu que as oficinas específicas para a assistência e manutenção das novas composições estão a ser construídas no Icolo Bengo e os técnicos estão a ser já formados. “Achamos que era fundamental não adquirir apenas sem que tivéssemos um centro dotado de tecnologias e técnicos bem preparados para assistência das DMU. Por isso, temos a oficina específica para as DMU no Icolo Bengo”, sublinhou Júlio Bango, acrescentando que o financiamento está em discussão.

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