Política

Militantes do MPLA marcharam em apoio às reformas no país

Ana Paulo |João Upale | Mocâmedes Silvino Fortunato | Uíge Alfredo Ferreira | Caxito J. Figueiredo | Mbanza Kongo Armando Sapalo | Dundo e César Esteves

O MPLA realizou ontem, em todo o país, marchas de apoio às acções do Presidente do partido e Chefe de Estado, João Lourenço, com destaque para o combate à corrupção e à impunidade.

Secretário-geral do MPLA (segundo a contar da esquerda) juntou-se à marcha em Luanda
Fotografia: Mota Ambrósio | Edições Novembro

Em Luanda, a marcha foi orientada pelo primeiro secretário do partido, Sérgio Luther Rescova, na presença do secretário-geral, Paulo Pombolo, que teceu algumas considerações. O “número três” na hierarquia do MPLA pediu a todos os militantes, amigos e simpatizantes do partido, assim como à população em geral, a apoiar as iniciativas do Presidente João Lourenço. “Vamos todos juntar-nos para implementarmos o programa de governação do MPLA, com o lema ‘melhorar o que está bem e corrigir o que esta mal’”, exortou Paulo Pombolo. 

O primeiro secretário provincial de Luanda do MPLA justificou o “apoio incondicional” a João Lourenço com o facto de o país estar a viver momentos determinantes que visam acabar com um mal que prejudica todos os angolanos, a corrupção.
“O combate à corrupção é o melhor compromisso que podemos assumir, hoje, em prol do desenvolvimento do país”, considerou Sérgio Luther, informando que os militantes do MPLA na província de Luanda abraçaram a marcha patriótica e estiveram presentes no acto para, mais uma vez, reforçarem o apoio ao líder do MPLA e Presidente da República.

Distribuição da riqueza
O primeiro secretário provincial do MPLA no Namibe garantiu que o partido está a trabalhar em todas as frentes para que a acção governativa seja capaz de gerar mais rique-za e que esta seja melhor distribuída, através de mais e melhores empregos, educação e saúde, melhores estradas, habitação, saneamento básico, água, energia e segurança.
Archer Mangueira saudou as medidas que o Executivo está a aplicar no domínio económico e social, com vista a ultrapassar a crise que o país atravessa, tendo aproveitado a ocasião para exortar os militantes, amigos e simpatizantes do MPLA, bem como a sociedade em geral, a unir-se em torno das reformas políticas levadas a cabo pelo Executivo liderado pelo Presidente João Lourenço.
No Uíge, o primeiro secretário provincial do MPLA, Pinda Simão, incentivou os militantes do partido a apoiarem e incentivarem a luta contra a corrupção, o nepotismo e bajulação, encabeçada pelo Presidente João Lourenço. Disse tratar-se de uma luta que já está a surtir efeitos.
Apelo à vigilância
Os militantes do MPLA nas povíncia do Bengo e Zaire foram exortados a estarem vigilantes, face aos discursos de falsos políticos e de forças da sociedade que tentam manchar a figura do Presidente e do Executivo.
“Existem camaradas e algumas forças da sociedade com desejo frenético de mancharem as boas práticas do camarada Presidente e do Executivo, inventando intrigas, inverdades com a maléfica intenção de manipularem a consciência dos menos atentos em beneficio próprio”, alertou, ontem, em Caxito, a primeira secretária provincial do Bengo do MPLA, Mara Quiosa, durante um acto político de massas inserido na 17ª edição do Campo Nacional de Férias de Estudanntes Universitários (CANFEU).
Durante o acto, que serviu, igualmente, para apoiar as reformas políticas do Presidente João Lourenço, Maria Quiosa disse que os militantes do MPLA devem continuar unidos e em torno dos ideais do partido, para que, “com a força do passado e do presente, se construa um futuro melhor”.
“É necessário que estejamos vigilantes, porque andam por aí certos indivíduos que não estão satisfeitos com o combate à corrupção, ao nepotismo, à bajulação e à impunidade”, exortou, em Mbanza Kongo, o segundo secretário provincial do Zaire do MPLA, Hortêncio Gabriel, num acto similar. Para o político, com o Presidente João Lourenço, “Angola está a conhecer notáveis mudanças, dando confiança aos investidores, principalmente estrangeiros”.

Denúncia de corrupção
Na Lunda-Norte, o primeiro secretário do MPLA, Ernesto Muangala, apelou à cultura de denúncia de actos de corrupção por parte da população.
Ernesto Muangala defendeu que a população deve ajudar a Procuradoria-Geral da República e o Serviço de Investigação Criminal ( SIC) no combate aos crimes nas instituições públicas.

Luísa Damião reconhece papel dos heróis

 

A vice-presidente do MPLA, Luísa Damião, reconheceu, em Luanda, que o país não teria conseguido alcançar as conquistas que ostenta hoje se não houvesse, antes, a participação dos heróis que se bateram pela Independência Nacional.
Ao intervir, sexta-feira, na gala de homenagem aos bravos combatentes do 4 de Fevereiro, dos nacionalistas do Processo dos 50 e outros, realizado no âmbito das “Jornadas dos Heróis da Liberdade”, Luísa Damião ressaltou que uma das formas de honrá-los é valorizá-los e continuar o legado por eles deixado. “Outra forma é trabalharmos no sentido de resolvermos os anseios e as aspirações dos angolanos”, acrescentou.
A dirigente sublinhou que uma das grandes conquistas alcançadas pelos heróis é a Independência Nacional, que permitiu, na altura, que Angola se inscrevesse no concerto das nações e se tornasse um sujeito do Direito Internacional. Por essa razão, defendeu, os heróis são as referências do país e cada um deve ser um continuador das suas obras.
A vice-presidente do MPLA disse ser fundamental que se olhe para o trabalho por eles desenvolvido e seguir a mesma caminhada, no sentido de se continuar a construir um país cada vez melhor, próspero, inclusivo e democrático, onde cada cidadão possa dar o verdadeiro contributo.
Luísa Damião admitiu haver, ainda, alguns problemas por resolver, mas, ao mesmo tempo, destacou que, da mesma forma que se identificam tais problemas, se deve, também, encontrar soluções para a Angola que todos almejam. “Temos a obrigação de oferecer um país melhor às novas gerações”, reconheceu.
Amadeu Amorim e José Diogo Ventura, ambos sobreviventes do “Processo dos 50”, felicitaram a iniciativa do MPLA, que consideram um gesto que valoriza o esforço empreendido para que Angola se tornasse independente. “Essa homenagem representa o recordar de um tempo, longínquo, que é preciso perpetuar”, salientou Diogo Ventura.

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