Política

Ministério Público interroga hoje outros arguidos do "Caso CNC"

Os quatro co-arguidos acusados, também, de defraudar somas avultadas do Conselho Nacional de Carregadores (CNC), nomeadamente, Isabel Bragança, Rui Manuel Moita, Manuel Paulo e Eurico da Silva, estão a ser ouvidos hoje, depois de terminar, ontem, o interrogatório ao antigo ministro dos Transportes, Augusto Tomás.

Fotografia: Paulo Mulaza | Edições Novembro

Todos estão arrolados no processo 02/17 e, sobre eles, pesam acusações de peculato, violação de normas de execução de orçamento e abuso de poder na forma continuada, cujas sessões de julgamento decorrem na Câmara Criminal do Tribunal Supremo, no Palácio da Justiça, em Luanda.

 Augusto Tomás chora ao falar de dificuldades

Augusto Tomás chorou ontem, em tribunal, por enfrentar dificuldades no sustento da sua família, devido ao bloqueio a que estão sujeitas as suas contas bancárias, desde que foi detido.
Acusado de desviar avultados valores do Conselho Nacional de Carregadores (CNC), instituto tutelado pelo Ministério dos Transportes, Augusto Tomás está detido desde 20 de Junho de 2018. />Na audiência desta terça-feira, na fase de produção de provas materiais para a advogada de defesa, Paula Godinho, Augusto Tomás afirmou que não recebe salários, nem do ministério que dirigia, nem da Assembleia Nacional.
Em consequência, afirmou que parte dos filhos menores - tem 14 - estão a abandonar a escola por falta de pagamento de propinas.
Entre as dificuldades, apontou ainda cortes de energia e água na casa da sua mãe, que é octogenária.
Segundo Augusto Tomás, os rendimentos conseguidos ao longo dos anos de trabalho estão na Declaração de Bens apresentada por altura da tomada de posse, como ministro, tal como prevê a lei. “Hoje não sou carne nem peixe”, desabafou.

Tempo

Multimédia