Política

Ministério vai harmonizar cursos ministrados nas várias instituições

O Ministério do Ensino Superior, Ciência, Tecnologia e Inovação propõe-se, até 2021, harmonizar os cursos homólogos ministrados nas diferentes instituições de ensino do país.

Ministra Maria do Rosário Sambo está de visita ao Zaire
Fotografia: Dombele Bernardo |Edições Novembro

De acordo com a ministra Maria do Rosário Sambo, que se dirigia ontem à co-munidade académica da Escola Superior Politécnica do Zaire, em Mbanza Kongo, o seu sector trabalha na elaboração das normas curriculares gerais para o alcance deste objectivo.
Os cursos oferecidos nas instituições de ensino superior do país estão actualmente desalinhados, admitiu a ministra, tendo apontado o exemplo da existência de disciplinas na mesma área de formação sem correspondência de uma unidade orgânica a outra.
Maria do Rosário Sambo, que trabalha desde ontem no Zaire, referiu que esta situação cria constrangimentos na mobilidade de estudantes e docentes de uma universidade para outra, no país e a nível da sub-re-gião da SADC, frisando que se pretende harmonizar 70 por cento do currículo central dos cursos da mesma área do saber e 30 por cento vai manter-se diferente. A ministra disse estar ainda em curso a elaboração do regulamento de avaliação do desempenho do docente, cujo principal factor será a avaliação a ser feita por estudantes no final de cada disciplina.
Segundo Maria do Rosário Sambo, este diploma vai exigir do docente maior engajamento nas suas tarefas, e, ao estudante, mais responsabilidade na avaliação do desempenho do professor. Este exercício, frisou, vai contribuir na melhoria da qualidade neste subsistema de ensino do país.
A ministra reconheceu, ainda, haver necessidade de um estatuto actualizado da carreira do investigador, frisando que o vigente, bastante ultrapassado, data desde 2001. Para Maria do Rosário Sambo, o investigador tem um papel relevante no processo do ensino e aprendizagem, frisando que, “sem investigação, nem produção de novo conhecimento, o ensino torna-se cópia daquilo que já existe”.
A ministra reconheceu, na ocasião, haver limitações na oferta formativa no ensino superior a nível da província do Zaire, situação que considerou conjuntural, para quem decorre um levantamento geral para se aferir às reais dificuldades e traçar estratégias a médio, curto e longo prazos para a sua superação.

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