Política

Ministra destaca acções para redução da pobreza

O Executivo está empenhado na materialização de acções concretas para a redução da pobreza, com base numa estratégia que resultou da identificação dos problemas que preocupam os angolanos e auscultação a membros da sociedade civil, igrejas, jovens e mulheres.

Ministra de Estado para a Área Social à Tcheladay
Fotografia: Dombele Bernardo| Edições Novembro

A informação é da ministra de Estado para a Área Social, Carolina Cerqueira, numa entrevista à publicação “Tcheladay”, da Côte d’Ivoire, especializada em pesquisas e temas com profundidade.
A ministra de Estado afirmou que, no caso dos jovens, e para contornar o desemprego, a estratégia passa pela formação profissional e não pela assistência. “Acreditamos que devemos ajudar a ensinar como fazer e não apenas receber”, disse, para sublinhar a aposta do Executivo no em-preendedorismo juvenil.
A ministra de Estado revelou que mais de 300 jovens receberam formação e kits técnicos para a criação do próprio em-prego. “Quando a taxa de de-semprego é alta, a taxa de violência social também aumenta”, lembrou a ministra de Estado, sublinhando que há, igualmente, programas virados para as meninas.
Além de facilitar o acesso a bolsas de estudo, as meninas também têm cursos profissionais para criarem os próprios empregos e programas para prepará-las para a vida sexual.
“Um dos nossos objectivos é melhorar a situação das mulheres e famílias em Angola”, disse a ministra de Estado, garantindo, ainda, a formação e consultoria jurídica gratuita a mulheres e famílias, especialmente em questões de violência doméstica e social.
“Especificamente, apoiamos programas de pobreza vinculados à família”, disse, sublinhando a longa guerra que o país viveu e as consequências na vida da população. “Angola passou por uma longa guerra civil, as estradas foram destruídas e há, também, o problema de transportar produtos agrícolas por causa do isolamento”
Em resposta a uma pergunta sobre as áreas rurais, Carolina Cerqueira disse que não estão esquecidas e falou do Plano Integrado de Intervenção nos Municípios (PIIM), lançado em Setembro, no Moxico, e que abrange todos os municípios do país.
O plano inclui a construção de escolas, postos de saúde, esquadras policiais e outras estruturas básicas essenciais. A ideia, segundo a ministra de Estado, é fazer com que “a população das cidades distantes da capital possam beneficiar da mesma segurança, dos mesmos direitos que as das grandes cidades”.

Seca no Sul

Carolina Cerqueira falou, ainda, da seca no Sul do país, que afecta mais de um milhão e 500 mil pessoas. “É um drama real porque, devido à falta de água, a população enfrenta problemas muito sérios e precisam do apoio do Estado”, disse, para elogiar a resposta da população, sociedade civil, igrejas, em-presas e associações aos apelos do Governo.
O Cunene é a província mais afectada pela seca, que atinge, também, as províncias do Namibe, Cuando Cubango e Huíla. Para resolver o problema está em curso o projecto de Transferência do Rio Cunene (Cafu) para a Zona de Shana.
O sistema vai desviar uma quantidade de água limitada do rio Cunene, na localidade de Cafu, bombeá-la até ao cume da margem esquerda do rio, que será transportada por gravidade para as áreas visadas através de canais a céu aberto.
O projecto vai beneficiar aproximadamente 235 mil habitantes e 250 mil animais de pasto, bem como fornecer água para irrigação inicial numa área equivalente a cinco mil campos de futebol.

 

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