Política

Ministro de Estado acalenta oficiais generais reformados

Edna Dala

O ministro de Estado e chefe da Casa de Segurança do Presidente da República afirmou ontem, em Luanda, que a reforma não é sinónimo de incapacidade ou inutilidade, muito menos um afastamento definitivo dos antigos militares para com as instituições que serviram durante várias décadas.

Fotografia: Jaimagens | Edições Novembro

Pedro Sebastião fez esse esclarecimento durante a cerimónia de homenagem aos oficiais generais e almirantes reformados das Forças Armadas Angolanas (FAA), que teve lugar no Comando do Exército (ex-R20).
O chefe da Casa de segurança do Presidente da República lembrou que a reforma é apenas uma medida administrativa e necessária para produzir os efeitos jurídicos desejados, uma vez que o progresso da humanidade só se torna possível com o envolvimento de sucessivas gerações.
O ministro de Estado enalteceu o contributo incomensurável que os oficiais deram na defesa dos nobres ideais da Pátria e que tornaram possível a paz, estabilidade política, segurança e a ordem que o país hoje desfruta. “Esta é uma cerimonia simples, mas carregada de um grande simbolismo e significado. A vossa passagem à reforma, por limite de idade ou carreira, aliada à vossa rica trajectória, marcaram, de forma indelével, as Forças Armadas”, reconheceu Pedro Sebastião, para quem o acto vai marcar para sempre as vidas dos oficiais que passam à reforma, enquanto cidadãos que dedicaram parte da sua existência à causa do país.
O ministro lembrou, ainda, de vários episódios vividos em Kifangondo, Ebo, Ntó, Cahama, Cangamba, Mavinga, Cuito Cuanavale e tantos outros lugares, onde “o sangue, o suor e lágrimas eram uma constante que cimentava a unidade que foi fundamental para a vitória”.
Durante a cerimonia foi feita a entrega, aos oficiais que passaram à reforma, do espólio que significou o fim do serviço militar.
O ex-chefe do Estado-Maior General das Forças Armadas Angolanas Geraldo Sachipengo Nunda manifestou satisfação pelo gesto e sublinhou que, “apesar dos erros que qualquer carreira acarreta, é necessário que se retirem os erros e fiquemos apenas com os bons exemplos para que a nossa corporação se fortaleça todos os dias com os novos quadros, para que a Pátria seja forte”.
O general-de-exército, que esteve ao serviço da Pátria por 45 anos, disse crer que o testemunho está bem entregue e dentre os milhares de oficiais generais, soldados, sargentos, entre outros, existem génios que vão continuar a missão.
Francisco Pereira Furtado, antigo chefe do Estado-Maior General das FAA, frisou que o facto de ontem terem cessado a actividade na carreira militar não significa a indisponibilidade para continuarem a defender a Pátria.
“Somos um povo e continuaremos a defender o povo e a nação. Quando for necessário, contem connosco”, afirmou o general, que passou à reforma por limite de carreira.

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