Política

Ministro abre no Bié ano agrícola nacional

João Constantino/Chinguar

O ministro da Agricultura, Marcos Nhunga, em representação do Presidente da República, João Lourenço, preside hoje, no município do Chinguar (Bié), à cerimónia nacional de abertura do ano agrícola 2018/2019.

Fotografia: Edições Novembro

O presente ano agrícola acontece sob o lema “Agricultura rumo à auto-suficiência alimentar e promoção das exportações”, com registo de ausência de chuvas na província que, normalmente, caem a esta altura.
A reportagem do Jornal de Angola constatou que os 350 hectares preparados para esta época agrícola dependem da chuva. Do ponto de vista administrativo, a preparação incluiu sementes e imputes agrícolas, além da preparação dos solos com calcário.
Durante a semana que terminou, homens e máquinas trabalharam sem descanso para garantir a entrega dos 350 hectares a igual número de famílias camponesas da comuna da Cangala, para a agricultura familiar. Chinguar, município conhecido como um dos maiores produtores de batata rena, cujo maior produtor é a Fazenda Vinevala, este ano vai apostar na produção do milho, feijão e soja em grande escala.
O director nacional do Instituto do Desenvolvimento Agrário (IDA), David Tunga, garantiu que as 350 famílias camponesas beneficiaram desta terra a custo zero, mas parte do que produzirem deve ser depositada na caixa comunitária.
 Oficialmente, o ministro da Agricultura entrega hoje os 350 hectares de terra à população camponesa.
A preparação da terra foi supervisionada pelo engenheiro António Francisco Valério, coordenador do projecto de correcção de solos. “Aqui, acabámos de  fazer a correcção dos solos aplicando o calcário, para fortalecer a terra, e está tudo preparado para  a plantação sobretudo do milho e feijão”, disse.
O coordenador da União Nacional dos Camponeses no Chinguar, Bernabé Palanca, mostrou-se satisfeito com a iniciativa do governo de fazer a abertura do ano agrícola no Chinguar, por considerar que vai beneficiar 340 pequenos camponeses na prática da agricultura de subsistência.
As famílias beneficiárias formarão grupos integrados em escolas de campo, para a sua capacitação e superação técnica, de acordo com o responsável, que garantiu que já existem mais de 40 escolas de campo.
“Temos experiências anteriores de que, se num hectare plantarmos 300 quilos de semente de milho, vamos colher três toneladas e, com potenciais compradores, estaremos a ajudar realmente as famílias”, disse.
O governador do Bié, Pereira Alfredo, visitou já a área preparada e garantiu que a província tem preparados, no total, quatro mil hectares de terra que vão beneficiar mais de cem mil famílias.

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