Política

Ministro das Finanças está em Washington

Angola participa desde quarta-feira em Washington nas reuniões anuais do Fundo Monetário Internacional (FMI) e do Banco Mundial.

Archer Mangueira chefia delegação angolana integrada por quadros das Finanças, da Economia e Planeamento e do BNA
Fotografia: Miqueias Machangongo | Edições Novembro

A delegação angolana é chefiada pelo ministro das Finanças, Archer Mangueira, e integrada por quadros dos ministérios das Finanças, da Economia e Planeamento, do Banco Nacional de Angola, da Comissão de Mercado de Capitais, do Banco de Poupança e Credito e pelo embaixador de Angola nos EUA, Agostinho Tavares.
Archer Mangueira está a participar nas sessões plenárias do Comité de Desenvolvimento do Banco Mundial, na reunião entre governadores africanos com os altos dirigentes das instituições de Bretton Woods (CAUCUS Africano), bem como irá dirigir as reuniões da Constituência de Angola junto do Fundo Monetário Internacional e do Grupo Banco Mundial.
À margem das reuniões, a delegação manterá encontros bilaterais com responsáveis de instituições financeiras como o Credit Suisse, Goldman Sachs, Deutsche Bank, ICBC Standard, HSBC, e com as equipas do FMI e do Banco Mundial que acompanham Angola.
Os encontros anuais dos conselhos de governadores do Grupo do Banco Mundial e do Fundo Monetário Internacional reúnem banqueiros, ministros das finanças e desenvolvimento, parlamentares, executivos do sector privado, representantes de organizações da sociedade civil e académicos para discutir questões de interesse global, incluindo a perspectiva económica mundial, erradicação da pobreza, desenvolvimento económico e eficácia da ajuda.
Também serão realizados seminários, briefings regionais, conferências de imprensa e outros eventos focados na economia global, no desenvolvimento internacional e no sistema financeiro mundial. Os eventos decorrem até domingo.
O Fundo Monetário Internacional mostra nas suas previsões económicas mundiais que a economia angolana tem uma perspectiva de crescimento, este ano, de 1,3 por cento para 1,5 por cento, depois de sofrer uma recessão de 0,7 por cento no Produto Interno Bruto (PIB) do ano passado. De acordo com os relatores do FMI, no ano passado Angola terá sofrido um crescimento negativo de 0,7 por cento, o que contrasta com a previsão actual do país, que aponta oficialmente para um crescimento de 1,1 por cento em 2006 e de 2,1 por cento este ano.
O Instituto Nacional de Estatística (INE) ainda não divulgou os dados relativamente ao último trimestre de 2016, mas de acordo com o Boletim do Produto Interno Bruto Trimestral no primeiro trimestre do ano passado a economia angolana registou um crescimento de menos 1,9 por cento, face ao período homólogo, a que se somou uma nova contracção de 7,8 por cento e, finalmente, um recuo na riqueza produzida no país de 4,3 por cento no terceiro trimestre, o que dá uma média de 4,7 por cento nesses nove meses.
No documento, o FMI diz que “o crescimento para 2017 foi revisto em alta de 1,3 por cento em Abril, para 1,5 por cento agora, porque uma revisão à produção petrolífera em 2016 aumentou a magnitude da recuperação esperada”.

Conferência em Maputo

Angola participa em Maputo, Moçambique, na 13.ª conferência anual e 14.ª assembleia-geral ordinária da Organização das Comissões de Contas Públicas da Comunidade de Desenvolvimento da África Austral (SADCOPAC).
A Embaixada de Angola em Moçambique indica, em comunicado, que no centro das discussões da conferência, iniciada na segunda-feira e que termina amanhã, está o tema "Fiscalização financeira parlamentar efectiva para garantir a transparência e o controlo da gestão de finanças públicas". O objectivo é o reforço da cooperação entre os parlamentos e demais instituições auxiliares dos poderes legislativo e executivo dos Estados-membros.
Durante os cinco dias, os debates vão decorrer em nove sessões. Sete subtemas preenchem o programa, designadamente o papel das comissões das Contas Públicas na garantia do controlo efectivo dos recursos públicos, fiscalização parlamentar da capacidade dos governos de alcançar os objectivos de desenvolvimento sustentável, cooperação e coordenação entre as comissões e outros órgãos de fiscalização na promoção da transparência e prestação de contas.
Outros subtemas são o papel das comissões de auditoria parlamentar na supervisão efectiva para lidar com os orçamentos nacionais, ajuda externa e dívida pública, o papel do Parlamento na redução da fraude e da evasão fiscal, e papel dos gabinetes parlamentares de orçamento no fortalecimento da função fiscalizadora das comissões de auditoria parlamentar no processo orçamental.

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