Política

Ministro Georges Chikoti recebe homólogo do Sahara

Adalberto Ceita |

O Presidente da República Árabe Saharaui Democrática, Brahim Gali, endereçou uma mensagem ao seu homólogo angolano, José Eduardo dos Santos.

Ministro Georges Chikoti e o homológo Brahim Gali após o encontro de trabalho
Fotografia: Eduardo Pedro | Edições Novembro

A missiva foi entregue ontem, em Luanda, no decorrer de uma audiência que o ministro das Relações Exteriores, George Chikoti, concedeu ao seu homólogo saharaui, Mohamed Salek.
 Em declarações à imprensa, no final do encontro, o chefe da diplomacia angolana afirmou que Angola está esperançada de que o problema da República Árabe Saharaui Democrática conheça uma solução que dignifique o seu povo, que há anos luta pela sua auto-determinação. “Somos grandes apoiantes da causa saharaui e queremos que a resolução aprovada pela Assembleia Geral das Nações Unidas sobre a autodeterminação seja aplicada e que Marrocos adira a esta decisão da comunidade internacional”, realçou Georges Chikoti.
Por seu turno, o ministro dos Negócios Estrangeiros da República Árabe Saharaui Democrática considerou de históricas e “muito fortes” as relações entre os dois povos e países, tendo lembrado que as ambos estiveram envolvidos na guerra de libertação.
O diplomata saharaui manifestou o interesse do seu país em desenvolver ainda mais as relações existentes. “Angola é um país influente não só em África, mas também no mundo, pois tem trabalhado sempre em prol da resolução de conflitos em vários países e consequente estabilidade destes”, realçou. Mohamed Salek agradeceu, em nome do Presidente Brahim Gali e do povo saharaui, o apoio que desde sempre o Governo angolano prestou à luta pela autodeterminação do seu país.
O ministro saharaui considerou que Angola tem uma posição de liderança na União Africana e disse acreditar que as eleições gerais que Angola realiza a 23 de Agosto vão fortalecer o processo democrático e podem colocar o país entre as democracias mais fortes em África. Mohamed Salek apontou a experiência acumulada de processos eleitorais anteriores e a vontade do povo em participar como aspectos relevantes. Angola concede, desde 1976, apoio político e diplomático à República Árabe Saharaui Democrática.

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