Política

Ministro propõe mais diálogo para uma parceria estratégica

O ministro das Relações Exteriores, Manuel Augusto, defendeu, em Washington a melhoria dos mecanismos de diálogo com os Estados Unidos, para melhor aproveitar a parceria estratégica criada.

Ministro das Relações Exteriores chefiou a delegação angolana que participou na conferência em Washington com altos representantes de 30 países
Fotografia: Dombele Bernardo | Ediçoes Novembro

Manuel Augusto falava à imprensa no final da Conferência Ministerial sobre Comércio, Segurança e Boa Governação, organizada pelo Departamento de Estado dos EUA, em Washington, de 16 a 17 de Novembro, com a participação de altos representantes de 30 países da África Subsaariana.
O chefe da diplomacia angolano considerou essencial a discussão com os Estados Unidos, no quadro da parceria  estratégica, para uma cooperação que contribua para a diversificação da economia   e que tenha impacto na vida das populações e no desenvolvimento do  sector económico.
O ministro defendeu maior apoio financeiro e em meios técnicos e tecnológicos que permitam melhorar o combate ao terrorismo em África.
“Temos fronteiras muito abertas e ligações próximas com o continente europeu, a partir do norte de África. Portanto, precisamos que sejam postos à disposição meios que só os EUA e países do primeiro mundo possuem, que vão além do envolvimento político”, disse o chefe da diplomacia angolana.
Manuel Augusto informou que os países africanos solicitaram a cooperação dos parceiros americanos a nível da produção, para permitir aos africanos exportar mercadorias para os EUA a partir dos mecanismos de facilitação existentes, como a Lei Africana de Crescimento e Oportunidades (AGOA).
O ministro das Relações Exteriores explicou que o debate sobre a boa governação foi igualmente interactivo, a ponto de se reconhecer que deve ter em conta os princípios universais dos direitos humanos, transparência, alternância do poder e os valores tradicionais, para que a implantação da democracia seja harmoniosa.
Sobre a situação no Zimbabwe, o ministro disse que Angola está a acompanhar com  preocupação e, na qualidade de presidente do órgão da SADC para política e defesa, o país está envolvido, primeiro na tentativa de saber o que, de facto, se está a passar, e depois tentar contribuir para uma solução que salvaguarde o funcionamento das instituições e que impeça qualquer tomada de poder por meios não constitucionais. 
Manuel Augusto indicou que o ministro da Defesa Nacional, Salviano Sequeira, representou Angola na reunião da "troika" para tentar ajudar o povo do Zimbabwe nesta “difícil situação” e recebeu da missão diplomática angolana naquele país informações de que o Presidente Mugabe “estava bem, assim como a comunidade angolana residente”.
Paralelamente à Conferência Ministerial, Manuel Augusto participou num encontro no Senado dos EUA, com outros ministros do continente africano a convite do senador republicano James Ihnofe, do Comité para Energia, Ambiente e Obras Públicas, durante o qual foi reafirmado o interesse daquele órgão em estreitar as relações nos sectores da energia, saúde, ambiente e defesa.
O secretário de Estado, Rex Tillerson, disse ter sido este evento internacional uma “grande oportunidade para discutir formas concretas para  os EUA   ajudarem os países africanos, tendo em conta a realidade de cada país”.
Manuel Augusto participou, em Washington DC, no acto central da celebração dos 42 anos da Independência Nacional, organizado pela Embaixada de Angola nos EUA, que teve um momento cultural abrilhantado pela cantora angolana Vivalda Dula, membro da comunidade residente em Houston, Texas.
O ministro das Relações Exteriores  considerou frutífera a participação de Angola na Conferência Ministerial sobre Comércio, Segurança e Boa Governação, promovida pelo Departamento de Estado dos EUA, em Washington.
Manuel Augusto regressou ontem ao país depois de participar na conferência que decorreu de 16 a 17 de Novembro, e na qual participaram altos representantes de 30 países da África Subsaariana.

                                Manuel Augusto quer mais quadros angolanos nas Nações Unidas
Além da participação na conferência sobre comércio, segurança e boa governação, o ministro das Relações Exteriores abordou, com o secretário-geral da ONU, António Guterres, a  cooperação entre Angola e a ONU,  a paz e a segurança mundial, particularmente em África.
Outro assunto de destaque na conversa entre Manuel Augusto e António Guterres  foi a inserção de quadros angolanos no sistema das Nações Unidas, área em que o país tem um grande défice.
Em Junho, uma delegação da Unidade de Apoio do Departamento de Gestão de Recursos Humanos das Nações Unidas (Outreach-Unit) esteve em Luanda, no âmbito da realização do exame nacional de recrutamento competitivo de 2017 para jovens profissionais.
A delegação realizou vários seminários ligados ao aumento do número de angolanos nas diversas áreas do sistema das Nações Unidas. Os encontros com os candidatos angolanos foram orientados pelos funcionários seniores da Unidade de Apoio do Departamento de Gestão de Recursos Humanos da ONU, Anje Schubert e Teddy Keya, que explicar a questão de inserção de quadros nacionais nas Nações Unidas, carreira, candidatura e treinamento de funcionários públicos.
Os candidatos angolanos receberam esclarecimento sobre as modalidades de capacitação de jovens talentos para a ONU, o aumento da representatividade da mulher na ONU, bem como sobre os principais grupos de interesse, potenciais alvos do recrutamento.
A Outreach-Unit esteve em Angola pela terceira vez apresentar o programa de candidatura, depois de ter cá estado em 2015 e 2016.

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