Política

Ministros da SADC apoiam recandidatura de Sacko

César Esteves

O Conselho de Ministros das Relações Exteriores e Negócios Estrangeiros da Comunidade de Desenvolvimento da África Austral (SADC) apoiam a recandidatura da angolana Josefa Sacko ao cargo de comissária da União Africana para a Agricultura, Desenvolvimento Rural, Economia Azul e Ambiente Sustentável

Téte António fez um balanço, à imprensa, sobre a reunião do Conselho de Ministros da SADC
Fotografia: Vigas da Purificação| Edições Novembro

O posicionamento dos chefes das diplomacias dos países membros da SADC foi manifestado pelo ministro das Relações Exteriores, Téte António, no final de um encontro que preparou a agenda da 40ª Cimeira de Chefes de Estado e de Governo da organização, que acontece na segunda-feira, por videoconferência.

Téte António disse que os ministros das Relações Exteriores e Negócios Estrangeiros da SADC entendem que a região deve continuar a ser solidária com as personalidades que já ocupam postos dentro da Comissão da União Africana. 

“O Conselho de Ministros concluiu que o espírito de solidariedade que sempre prevaleceu na África Austral deve continuar para com Angola, que já tem a embaixadora Josefa Sacko como comissária, e Zâmbia, que também tem um comissário na organização”, frisou.

O parecer positivo do Conselho de Ministros da SADC, em relação ao apoio às duas candidaturas, ainda carece da ratificação dos Chefes de Estado e de Governo da organização, sublinhou. Ainda ontem, o Conselho de Ministros da SADC elegeu o angolano N’vela Mário António presidente do Comité de Auditoria da organização.

O ministro das Relações Exteriores considerou este acto como importante para o país. “Como sabemos, a escolha de quadros para estes órgãos decorre de uma selecção muito rigorosa em termos de qualidade e ter um angolano que passa por este crivo regozija-nos a todos”, realçou.

Consequências da Covid-19

O Conselho de Ministros admitiu a possibilidade de a Cimeira de Março, da SADC, vir a ser presencial, desde que a situação da Covid-19 esteja controlada na região. Téte António deu a conhecer que a propagação da pandemia da Covid-19 na região fez a taxa de inflação subir para 12 por cento comparativamente aos 8 por cento registado em 2018.

Apesar disso, disse haver meios para utilizar nos programas constantes no relatório feito pela secretária executiva da SADC. Segundo Téte António, continua o desejo de haver uma região industrializada, em paz, na qual haja, sobretudo, boa governação. A 40ª Cimeira dos Chefes de Estados e de Governo da SADC acontece, na próxima segunda-feira, por videoconferência, a mesma modalidade em que são realizadas as reuniões preparatórias.

A delegação angolana vai ser encabeçada pelo Chefe de Estado angolano, João Lourenço. Hoje, tem lugar a reunião da Troika do Órgão de Cooperação nas áreas de Política, Defesa e Segurança da SADC constituída pelos Chefes de Estado Emmerson Mnangagwa, do Zimbabwe, Edgar Lungu, da Zâmbia, na qualidade de presidente cessante do Órgão, e Mokgweetsi Masisi, do Botswana, futuro presidente do Órgão.

A Cimeira da SADC é responsável pela orientação geral de políticas e pelo acompanhamento das funções da Comunidade, tornando-a numa instituição suprema na tomada de decisões sobre políticas da organização. É constituída por todos os Chefes de Estado e de Governo e gerida com base num sistema de Troika.

Integram a SADC, criada em 1992, Angola, África do Sul, Botswana, RDC, Comores, eSwatini, Lesotho, Madagáscar, Malawi, Maurícias, Moçambique, Namíbia, Seychelles, Tanzânia, Zâmbia e Zimbabwe.

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