Política

Ministros do grupo ACP elegem secretário-geral

Edna Dala | Nairobi

O Conselho de Ministros dos Países da África, Caraíbas e Pacífico (ACP) apresenta hoje, em Nairobi, Quénia, o novo secretário-geral da organização, eleito depois do processo de audição, que decorreu, ontem, no Centro de Convenções Kenyatta.

Téte António disse que Angola quer colocar quadros nas organizações internacionais
Fotografia: Kindala Manuel | Edições Novembro

Entre os candidatos ao cargo está o embaixador de Angola na Bélgica, Georges Chikoti, que concorre com candidatos do Zimbabwe e do Malawi.
O processo de audição para a escolha do novo secretário-geral, para o período 2020-2025, durou três horas.
No final do processo, o secretário de Estado das Relações Exteriores, Téte António, disse que caso o embaixador Georges Chicoti seja eleito vai conferir maior visibilidade ao país, o que é uma vantagem.
Em declarações à imprensa, Téte António indicou que “é uma aposta do país ter quadros nas organizações internacionais, mas não apenas nos cargos de direcção, mas também como funcionários a vários níveis”.
O secretário de Estado lembrou que Angola “é ainda uma espécie rara” em termos de presença em organizações internacionais.
Durante a cimeira dos ACP, com o tema “Grupo ACP, transformado e engajado no reforço do multilateralismo”, Téte António disse que o mais importante para Angola é a audição dos candidatos ao cargo de secretário-geral da organização.
“Se olharmos para a história dos ACP, a organização tem muito a ver com a cooperação económica e deve evoluir para questões internacionais relacionadas com o desenvolvimento, paz e segurança e Angola não se pode desenvolver sem esta trilogia de paz, segurança e direitos humanos”, sublinhou.
Segundo o secretário de Estado, o essencial da revisão é transformar o grupo ACP numa organização internacional, uma vez que o seu carácter ainda não é o desejado. No primeiro dia de trabalhos houve igualmente uma reunião conjunta dos ministros das Finanças e dos Negócios Estrangeiros e uma última dedicada aos grupos de negociação que tratam das questões regionais.
O embaixador de Angola no Quénia, Sianga Abílio, referiu que “se Angola ocupar o posto de secretário-geral do grupo ACP será um marco histórico”.
Sianga Abílio reforçou que “tivemos a oportunidade de observar as intervenções e o sistema de avaliação das candidaturas e pensamos que Angola apresentou uma candidatura com maior potencial entre as três”. Participam nos trabalhos preparatórios da cimeira dos Chefes de Estado e de Governo do grupo ACP os ministros das Relações Exteriores, Manuel Augusto, e da Economia e Planeamento, Pedro Neto da Costa.

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