Política

“Modernização é um imperativo”

Arão Martins | Lubango

A continuação do processo de reestruturação e modernização da Força Aérea Nacional (FAN) é um imperativo, afirmou ontem, no Lubango, Huíla, o chefe do Estado-Maior General das Forças Armadas Angolanas (FAA), general de Exército António Egídio de Sousa Santos.

Chefe do Estado-Maior das FAA garante que a Força Aérea Nacional vai continuar a reforçar a sua capacidade combativa
Fotografia: Arimateia Baptista | Edições Novembro

António Egídio de Sousa Santos, que falava no acto central das comemorações do 43º aniversário da Força Aérea Nacional, celebrado ontem, referiu que a reestruturação e modernização do ramo consiste em investir na sua potenciação permanente com meios técnicos e de armamento moderno, que possam garantir a defesa efectiva do espaço aéreo nacional e contribuir na defesa do espaço aéreo das sub-regiões geoestratégicas a que o país pertence.
Segundo o chefe do Estado-Maior General das FAA, a aposta na formação de quadros a todos os níveis, no reequipamento da Força Aérea e na sua progressiva modernização são alguns dos grandes desafios do momento, a médio e longo prazos.
O chefe do Estado-Maior General das FAA disse que o mundo de hoje apresenta-se bastante volátil e imprevisível, onde as relações entre Estados nem sempre obedecem aos princípios universalmente aceites, nomeadamente, da igualdade, respeito mútuo e reciprocidade de vantagens.
Acrescentou que os actos de terrorismo internacional há muito que ultrapassaram fronteiras e as consequências podem afectar qualquer país, independentemente da sua localização geográfica. "Devemos continuar a manter a vigilância e a prontidão combativa para preservar a nossa soberania nacional, garantir a estabilidade e as condições de segurança, indispensáveis ao normal funcionamento das instituições do Estado, o fortalecimento da Paz e a Reconciliação Nacional, rumo a um futuro mais promissor para todos os angolanos”, defendeu.
Referiu que na actual conjuntura política nacional e internacional, onde se tem prevalecido a vontade comum para o estabelecimento de uma nova ordem mundial, assente no diálogo, solução pacífica dos diferendos e outros desígnios, a Força Aérea deve continuar a reforçar a sua capacidade combativa na defesa da integridade do solo pátrio, para que os superiores interesses da Nação não sejam postos em causa.
“Para garantir a necessária operacionalidade das nossas unidades militares, e em particular da Força Aérea Nacional, precisamos de assumir uma atitude cada vez mais responsável no planeamento e execução dos programas da preparação operativa, combativa e educativa patriótica, nos exercícios e treinos de comando e Estado-Maior, na correcta manutenção do armamento e técnica, bem como na elevação da disciplina, organização, vigilância e da prontidão combativa”, disse.
O chefe do Estado-Maior General lembrou que todos têm a obrigação de acompanhar a dinâmica das transformações que se operam no país e apoiar os esforços do Executivo na implementação das medidas contidas no Plano de Desenvolvimento Nacional.
“Como orientou o Presidente da República e Comandante-em-Chefe das Forças Armadas Angolanas, devemos ocupar a primeira trincheira no processo de moralização da sociedade, no sentido de combater os males que comprometem a igualdade de oportunidades e o desenvolvimento harmonioso da Nação”, referiu.
O general de Exército felicitou todos os efectivos da Força Aérea pelo 43º aniversário, com a certeza de que vão continuar na rota do desenvolvimento e modernização, assumindo-se como um importante factor de persuasão, de projecção do poderio aéreo e motivo de orgulho para as FAA, em particular, e para o país em geral.
A 21 de Janeiro de 1976, o primeiro Presidente de Angola, António Agostinho Neto, visitou e proclamou, na então Base Aérea nº1, em Luanda, a fundação da Força Aérea Popular de Angola/Defesa Anti-Aérea (FAPA/DAA).
A FAPA/DAA nasceu do embrião da Força Aérea colonial portuguesa, num momento em que se impunham actividades permanentes para a recuperação dos meios abandonados pelos portugueses, com vista a responder às exigências inerentes à defesa da integridade territorial e independência do país, proclamada a 11 de Novembro de 1975. À luz dos acordos de Bicesse, a FAPA/DAA foi redimensionada em Setembro de 2002 e passou a denominar-se Força Aérea Nacional (FAN).

FAN está pronta para os desafios

O comandante da Força Aérea Nacional (FAN), general Altino Carlos José, garantiu ontem que a instituição está pronta para os próximos desafios e a compreender os novos tempos de mudança de paradigma.
Ao intervir no acto central do 43º aniversário, comemorado sob o lema “Com a bravura do passado e determinação do presente, modernizemos a nossa Força Aérea”, o comandante da FAN referiu que o lema é uma ampla declaração de que “estamos cientes da trajectória histórica”.
O general Altino Carlos José salientou que as comemorações acontecem num momento especial em que, depois de ter acumulado experiência na fase de luta, no passado recente, ruma agora para uma fase em que a modernização tem sido a tónica do dia, constituindo o foco principal da sua acção.
Referiu que a aviação, a defesa anti-aérea e os radares constituem a espinha dorsal para a manutenção do ramo, além dos outros serviços como a logística, armamento e técnica, gestão de pessoal, telecomunicações e asseguramento rádio técnico, que garantem a complementaridade para que a máquina continue oleada e com a personalidade que se requer.
Para que toda engenharia funcione, disse, está subjacente o valor, inteligência e sapiência do homem, que são os recursos humanos disponíveis para a prossecução dos objectivos preconizados.
O comandante da FAN explicou que o ramo tem consciência de que as dificuldades “limitam um pouco a capacidade de acção”, mas não limitam a capacidade de imaginação e produção do pensamento. “É na crise e nos momentos difíceis que se põe à prova as habilidades e capacidades de ultrapassar obstáculos”, sublinhou.

 

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