Política

Morreu o embaixador Luís de Almeida

Luís de Almeida, embaixador de carreira e uma das grandes figuras da diplomacia angolana, morreu, hoje, em Luanda, aos 87 anos, vítima de doença.

Embaixador, Luís de Almeida morre aos 87 anos
Fotografia: DR

A informação foi prestada pelo director do Novo Jornal, Armindo Laureano, a quem o embaixador reformado concedeu, no dia 17 de Julho, uma entrevista para a edição especial dedicada ao Dia Nacional de França. 

O diplomata foi um nacionalista que dedicou a sua juventude às causas do país. Teve uma vasta carreira na diplomacia, tendo estado envolvido na abertura histórica das relações diplomáticas entre Angola e países como França, Bélgica, Holanda e Alemanha Federal.

Luís de Almeida, que à data da morte se encontrava reformado, foi o primeiro embaixador de Angola a ser acreditado em França, em 1979. "Antes de mim? Nenhum! Nem em parte alguma da Europa. Fui o primeiro embaixador (em França", disse na entrevista ao Novo Jornal.

Condecorado em Marrocos

Luís de Almeida foi, igualmente, entre 1993 e 2011, embaixador de Angola em Marrocos. Em Setembro de 2011, no final do mandato, foi condecorado, em Rabat, pelo Rei Mohammed VI, com a medalha "Grã-Cruz do Wissam Al Alaoui", a mais alta distinção que o monarca confere a diplomatas em final de missão.

Em Agosto do mesmo ano, Luís de Almeida já tinha sido homenageado por diplomatas pelos serviços prestados à comunidade diplomática. O reconhecimento ao então decano do corpo diplomático em Marrocos foi feito durante uma recepção oferecida pela representação diplomática do Qatar naquele país.

Natural da Gabela-Amboim, província do Cuanza-Sul, Luís José de Almeida, foi formado em Ciências Políticas e Sociologia e fez parte da delegação do MPLA que participou, em Setembro de 1961, em Belgrado, da 1ª Conferência dos Países Não-Alinhados.

Jornalista, Luís de Almeida foi, em 1975, director-geral para a Informação no Governo de transição de Angola. Nas vestes de jornalista, criou, em 1975, na Rádio Deusche Welle (Voz d'Alemanha), a Secção para os Países Africanos de Língua Oficial Portuguesa. Casado e pai de quatro filhos, o diplomata falava fluentemente português, francês, inglês, alemão e espanhol.

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