Política

Movimentos de libertação estão reunidos

Josina de Carvalho |

O secretário-geral do MPLA, Paulo Cassoma, disse ontem, em Luanda, ser desejo do partido continuar a trabalhar para o reforço da cooperação entre os antigos movimentos de libertação nacional da África Austral, as suas organizações sociais e respectivos governos, enquanto partidos no poder.

Secretário-geral do MPLA disse que o reforço da cooperação fortalece os laços de amizade
Fotografia: Santos Pedro | Edições Novembro

Paulo Cassoma falava na abertura da reunião dos secretários-gerais dos antigos movimentos de libertação nacional da África Austral, promovida pelo MPLA, onde estiveram presentes representantes do Congresso Nacional Africano (ANC), da África do Sul, Chama Cha Mapimduzi, da Tanzânia, a Frelimo (Frente de Libertação de Moçambique), a SWAPO (Organização do Povo do Sudoeste Africano), da Namíbia, e a ZANU-PF, do Zimbabwe.
Para o secretário-geral do MPLA, o reforço da cooperação  fortalece os laços de amizade alicerçados na luta de libertação nacional de todos os países da sub-região.
“A paz para a nossa sub-região continuará a estar no centro das nossas agendas e é neste sentido que se dirigem os esforços do Presidente de Angola, José Eduardo dos Santos, na qualidade de presidente da Conferência Internacional para a Região dos Grandes Lagos”, sublinhou Paulo Cassoma, adiantando que alguns sucessos alcançados neste domínio no passado estão a ser sacrificados por força de conflitos étnicos e tribais. O dirigente do MPLA afirmou que o Presidente José Eduardo dos Santos está determinado a prosseguir  os esforços colectivos, em coordenação com os demais Chefes de Estado da sub-região, para que se alcance a paz duradoura na República Democrática do Congo (RDC). Angola, acrescentou, atendendo à extensão da fronteira comum com a RDC, é receptora de milhares de refugiados que buscam no território nacional a paz e a protecção das suas vidas e tem procurado conceder, com o apoio da ONU,  as condições mínimas para a subsistência desse grupo vulnerável.
O secretário-geral do MPLA referiu-se  aos focos de tensão em Moçambique, augurando que os sinais de entendimento e de paz sejam consolidados. “Quero reiterar ao nosso irmão e camarada Eliseu Joaquim Machava, secretário-geral da Frelimo, a nossa solidariedade e o desejo firme de vermos a pátria de Samora Machel em paz e em harmonia, rumo ao desenvolvimento”, concluiu Paulo Cassoma. Sobre a África do Sul, onde existem igualmente alguns focos de tensão política, Paulo Cassoma disse que o MPLA almeja o resgate da estabilidade.  Os secretários-gerais dos antigos movimentos de libertação nacional da África Austral foram informados sobre o processo de preparação do MPLA para as eleições gerais marcadas para o dia 23 de Agosto deste ano.

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