Política

MPLA quer mais mulheres nos órgãos de decisão do país

O MPLA continua a apostar no fortalecimento do papel da mulher na vida política, económica e social, epecialmente na presença qualitativa e competitiva nos órgãos de decisão, disse a vice-presidente do partido.

Luísa Damião procedeu à abertura da jornada “Março Mulher”
Fotografia: João Gomes | Edições Novembro

Luisa Damião, que falava, sábado, na abertura da jornada “Março Mulher”, defendeu o reforço da presença do papel da mulher na sociedade civil, para a consolidação do processo de construção de uma sociedade cada vez mais democrática, justa e inclusiva. A “número dois” na hierarquia do partido no poder apontou a organização feminina do MPLA, a OMA, como “guardiã, digna defensora dos nobres direitos da mulher angolana”. Por isso, defendeu que a aquela organização deve continuar a fazer advocacia em prol da igualdade do género e do empoderamento da mulher.
Dados a que o Jornal de Angola teve acesso em Março do ano passado mostravam que 39 por cento dos departamentos ministeriais eram ocupados por mulheres e que 12 por cento delas exerciam funções de secretária de Estado.
A nível dos governos provinciais, a estatística mostrava que 11 por cento dos titulares eram mulheres e 19.5 por cento eram vice-governadoras. 25.6 por cento eram administradoras municipais, 22 por cento, administradoras municipais adjuntas, 9 por cento ocupavam o cargo de administradoras comunais, 13 por cento de administradoras comunais adjuntas.
No Parlamento, 30.5 por cento dos lugares eram ocupados por mulheres, enquanto que na diplomacia havia 40 por cento.
No sector da Justiça, as mulheres ocupavam um espaço de 34.4 por cento na magistratura do Ministério Público e 38 por cento na magistratura judicial, destacando, ainda, a presença de 35. 5 por cento a ocupar altos cargos na Função Pública.
No Ministério da Justiça e dos Direitos Humanos, 49 por cento dos funcionários eram senhoras, na advocacia ocupavam 31 por cento dos lugares, enquanto na Polícia Nacional 11 por cento eram senhoras. Segundo o mesmo estudo, em 2017, a nível da Função Pública, 58 por cento das vagas eram preenchidas por homens e 42 por mulheres.

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