Política

MPLA garante ensino de qualidade a jovens

Josina de Carvalho |

O MPLA vai apostar na formação de professores competentes, motivados e bem remunerados, para garantir um ensino de qualidade a todos os níveis, assegurou ontem o secretário do Bureau Político do partido para a esfera económica e social.

Manuel Nunes Júnior falou dos avanços na Educação
Fotografia: Paulo Mulaza | Edições Novembro

Manuel Nunes Júnior, que falava aos jovens académicos no encontro promovido pelo partido no Centro de Conferências de Belas em Luanda em representação de João Lourenço, justificou que não pode haver ensino de qualidade sem professores de qualidade.
Para o MPLA, segundo Manuel Nunes Júnior, a aposta na educação é uma prioridade, porque vai ditar o sucesso do país nos mais diversos domínios da vida nacional.   Com recurso à parceria internacional, o dirigente do MPLA disse que o seu partido vai implementar um programa rigoroso de formação de professores, que valorize a classe e atraia para o corpo docente quadros com perfil científico, técnico e pedagógico adequados.
 O MPLA, adiantou o secretário, vai continuar com o programa de bolsas de estudos externas e internas para abranger no mínimo 6 mil estudantes por ano e tomar medidas adequadas para que o processo de selecção dos beneficiários seja feito com base no mérito individual e não no tráfico de influência.
 “Vamos enviar todos os anos, no mínimo, 300 licenciados com elevada capacidade analítica e excelente aproveitamento académico para as melhores universidades do mundo para estudos de mestrado e doutoramento”, garantiu Manuel Nunes Júnior, dando a conhecer também que o partido vai trabalhar para aumentar significativamente os níveis de investigação científica nas universidades e outras instituições de investigação.   Aos jovens académicos, que encheram a sala do Centro de Conferências de Belas e se mostraram disponíveis em participar na implementação do programa de governação do MPLA, Manuel Nunes Júnior disse ainda que o partido vai estabelecer como um dos critérios para promoção dos docentes na carreira universitária, a publicação de trabalhos científicos em revistas académicas, de reputação interna e internacional.
 “Todas essas acções terão um profundo impacto no aumento da qualidade de ensino no futuro, e todos nos sentiremos orgulhosos do nosso sistema de ensino”, assegurou, lembrando que, em 2012, o subsistema de ensino superior integrava 14 mil estudantes e, em 2016, atingiu 300 mil.
 
Apelos dos jovens

Os jovens académicos das mais diversas áreas do saber científico pediram ao MPLA e ao seu candidato a Presidente da República, caso vença as eleições de 23 de Agosto, para elaborar um diploma que regule a cobrança de propinas e emolumentos nas instituições de Ensino Superior ou incluir estes serviços na tabela de preços vigiados.  Filiados na União dos Estudantes do Ensino Superior de Angola querem maior número de bolsas de estudo, principalmente para os jovens com vontade de estudar e sem recursos, uniformização dos programas curriculares e institucionalização de estágios curriculares em todas as instituições do ensino superior e cursos e não apenas para os de medicina.
 Os estudantes solicitaram ainda a construção de um hospital universitário para actividades pedagógicas e de investigação científica, laboratórios para aulas práticas e apetrechamento das bibliotecas com bibliografia especializada, facilidades para a sua inserção no mercado de trabalho, fundo de apoio à investigação científica, rede de transporte para os estudantes e revitalização da federação angolana do desporto universitário.

Tempo

Multimédia