Política

Namíbia faz elogios à lei do investimento

Victor Pedro | Sumbe

O embaixador da Namíbia em Angola, Patrik Nandago, considerou que a nova Lei do Investimento Privado angolana é “uma porta aberta para elevar os níveis de cooperação nos vários domínios económicos com a Namíbia”.

Patrick Nandago ficou impressionado com a capacidade da fábrica de cimento
Fotografia: Victor Pedro | Edições Novembro | Cuanza-Sul

O diplomata falava sexta-feira, no Sumbe, Cuanza-Sul, no fim de uma visita de constatação à Fábrica de Cimento do Cuanza-Sul e à Escola de Formação Profissional do Cuacra, situadas a norte do município do Sumbe, no quadro da visita de trabalho à província, para avaliar possíveis áreas de investimento para empresários namibianos.
A nova Lei do Investimento Privado, Lei 10/18, que entrou em vigor em Junho de 2018, estabelece os princípios e as bases gerais do investimento privado em Angola bem como fixa os benefícios e as facilidades que o Estado concede aos investidores privados e os critérios de acesso aos mesmos e também os direitos, deveres e as garantias dos investidores privados.
Depois de passar pelas áreas de produção de clinquer, centrais de controlo da produção do cimento, da energia, fábrica de sacos, área de enchimento do cimento e de carregamento, Patrik Nandago afirmou ter gostado do que viu e impressionado com a capacidade da fábrica e o investimento do mega projecto, que emprega mais de 700 trabalhadores.
No seu entender, o surgimento da fábrica, no município do Sumbe, permitiu alavancar a economia da província, o que trouxe múltiplos benefícios sociais aos munícipes, como casas condignas, posto de saúde, posto policial, energia, água e outros serviços.
O embaixador da Namíbia afirmou que, da experiência que leva, abre-se uma oportunidade de negócios para os empresários dos dois países, depois de serem avaliados os custos, vantagens e outros benefícios. “Esta possibilidade pode vir a intensificar as trocas comerciais por esta via. Por exemplo, os camiões que trazem produtos da Namíbia para Angola podem, no regresso, levar bens de interesse dos empresários angolanos para os namibianos e vice-versa”, sublinhou.
O diplomata reconheceu que o investimento namibiano em Angola ainda está abaixo do esperado pelos dois países, porque a antiga Lei do Investimento Privado não garantia confiança aos investidores, diferente da realidade actual, com a nova legislação.
Segundo o director de Operações da Fábrica de Cimento do Cuanza-Sul, detentora da marca de cimento Yetu, Edmundo Ferreira, o empreendimento está a produzir 1.500 a duas mil toneladas de cimento por dia, muito abaixo da capacidade instalada, por falta de mercado. A fábrica pode produzir até 5 mil toneladas de cimento por dia.
Durante a visita, o embaixador da Namíbia desloca-se aos municípios do Amboim, Quibala, Libolo e Cela, para constatar empreendimentos agrícolas. Vai, igualmente, visitar o projecto Aldeia Nova (Waku Kungo) e a empresa Refriango (Quibala).
Na quinta-feira, o diplomata foi recebido pelo vice-governador do Cuanza-Sul para o sector Técnico e Infra-estruturas, Demétrio Sepúlveda.
Segundo informação disponível no seu sítio da Internet, a Fábrica de Cimento do Cuanza-Sul produz o cimento Portland 32.5 N, para a construção de pequenas obras como residências, escolas, hospitais e para acabamentos, o cimento Portland 42.5N, para grandes construções como barragens e pontes. A fábrica produz, igualmente, clinquer.

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