Política

Ngonda acusa dissidentes de pretenderem destitui-lo

Bernardino Manje

O presidente da FNLA acusou ontem um grupo de dissidentes integrado por André Nsemo Kudizemba, José Maria Junqueira, Nimi ya Nsimbi e de mais um, que não  identificou, de estar a incitar alguns militantes a destituí-lo da liderança do partido.

Lucas Ngonda falou da contestação que enfrenta
Fotografia: Paulo Mulaza | Edições Novembro

Lucas Ngonda, que falava numa conferência de im-prensa que serviu para esclarecer a manifestação ocorrida na semana passada no se-cretariado-geral do partido, acrescentou que o referido grupo está a usar o presidente da Associação dos Antigos Combatentes da FNLA, Lino Ucaca, para conduzir os “ataques contra a direcção legítima”.
“O que é mais grave e desumano é o facto de procurarem manipular estes velhos combatentes com idade já avançada mentindo-lhes e fazendo-lhes passar privações desnecessárias, com o intuito de apresentar Lucas Ngonda como o grande culpado”, sublinhou o presidente da FNLA, referindo-se ao grupo de anciãos mobilizados para a vigília ocorrida na semana passada nas instalações do secretariado-geral.
Solicitado pelo Jornal de Angola a identificar a quarta pessoa do grupo por si aludido, o presidente da FNLA convidou o jornalista a investigar, até porque, sublinhou, "o país precisava de promover o jornalismo investigativo".
Durante a conferência de imprensa, Lucas Ngonda negou que haja letargia no seio do partido, como alguns dissidentes consideram. O que há, disse, é um grupo de indivíduos que, à margem da lei e dos estatutos do partido, pretendem destituir o presidente. “Porquê não esperam pelo congresso para concorrerem à liderança do partido?”, questionou.
Sobre o próximo congresso ordinário, Lucas Ngonda afirmou que tudo está acautelado pelos estatutos do partido e que, a seu tempo, o conclave vai ser convocado. “Não tenho medo nenhum de convocar o congresso”.                                      

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