Política

Noite de sorrisos nos cumprimentos ao Chefe de Estado

A tradicional cerimónia de cumprimentos de fim de ano, de 2017, ao Presidente da República decorreu sexta-feira no mes­mo local dos últimos anos, mas pela primeira vez com um novo anfitrião: João Lourenço, que no dia 26 de Setembro tomou posse como Presidente da República de Angola, após vencer, com o MPLA, as eleições gerais de 23 de Agosto, confirmando, assim, uma transição exemplar com a retirada do Presidente José Eduardo dos Santos.

Fotografia: Francisco Bernardo | Edições Novembro

No Jardim do Palácio Presidencial da Cidade Alta, políticos, em representação dos principais partidos, membros do Executivo, representantes dos poderes legislativo, judicial, igrejas e personalidades da sociedade civil conviveram com o Presidente João Lourenço e a Primeira-Dama da República, Ana Dias Lourenço.
A noite teve o som agradável de Paulo Flores e o humor dos Tunezas. Houve também conversa descontraída, até mesmo entre adversários políticos. Maria Eugénia Neto, a viúva de Agostinho Neto, o Fundador da Nação e primeiro Presidente de Angola, também marcou presença no jantar.
Antes, no Salão Nobre, o casal presidencial recebeu cumprimentos dos convidados. Todos, um a um, fizeram questão de estender a mão ao Presidente da República e desejar sucessos para o Novo Ano, que hoje começa. Ao Vice-Presidente da República, Bornito de Sousa, coube a honra de ser o porta-voz dos convidados.
Numa curta mensagem, falou da acção do Presidente da República, elogiou-lhe o empenho e deixou um recado aos que ainda duvidam da sustentação da rápida afirmação de João Lourenço no país e no estrangeiro: “numa corrida de estafetas quem recebe o bastão não pode ficar parado”.
Entretanto, o homenage­ado e anfitrião da noite, num gesto de humildade, agradeceu as “palavras amáveis” e afirmou que os três meses ainda são insuficientes para mostrar obra. Coincidência ou não, estiveram na cerimónia três antigos secretários-gerais do MPLA (Lopo do Nascimento, Marcolino Moco e Dino Matrosse) e do actual Paulo Kassoma. O próprio Presidente João Lourenço também já foi secretário-geral do partido. As duas primeiras personalidades (Lopo do Nascimento e Marcolino Moco) chegaram mesmo a ocupar o cargo de Primeiro-Ministro de Angola. Marcolino Moco, por sua vez, foi ainda secretário executivo da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP). O político, que não ia ao Palácio Presidencial há mais de 20 anos, segundo disse à imprensa, ficou surpreendido com a rapidez com que os acontecimentos estão a de­correr no país, em apenas três meses de governação de João Lourenço. 
“Há sinais muito positivos, estamos a entrar numa nova era”, disse Marcolino Moco, afirmando que o problema não é de pessoas ou de ministérios, mas que reside na filosofia de abertura. “É bom que não haja um rompimento total com o passado, porque o Presidente José Eduardo dos Santos representa, para nós, um Património Nacional”, acrescentou.  Isaías Samakuva, líder do maior partido da oposição em Angola, disse estar satisfeito com o facto de o Presidente da República insistir, nos seus discursos, desde a investidura, no combate a males como a corrupção.          

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