Política

Novo hospital em Camama

Josina de Carvalho

Os moradores do distrito urbano do Camama, no município de Belas, vão ter um hospital materno-infantil, com 10 pisos, nos próximos 24 meses, com capacidade para 350 camas, das quais 170 para a área materno infantil e 180 para a maternidade.

Vice-Presidente da República colocou o primeiro bloco da nova maternidade em construção
Fotografia: Mota Ambrósio | Edições Novembro

A infra-estrutura, avaliada em cerca de 32 mil milhões de kwanzas, começou a ser construída oficialmente ontem, com o lançamento da primeira pedra pelo Vice-Presidente da República, Manuel Vicente. 
O seu apetrechamento, incluindo a fiscalização, está orçado em cerca de 776 milhões de kwanzas e vai permitir o funcionamento dos serviços de urgências, maternidade, pediatria, fisioterapia, reabilitação física e de cirurgia, bem como de unidades de queimados e de terapia respiratória, laboratórios de análises clínicas, sistema de imagiologia e radiodiagnóstico e uma morgue.
O ministro da Saúde, Luís Sambo, que falava no acto de lançamento da primeira pedra, disse que a construção do hospital na zona sul de Luanda visa o aumento dos serviços de pediatria e maternidade nesta área, reduzir a mortalidade infantil, garantir partos seguros e contribuir para a qualidade e esperança de vida da população.
Segundo o ministro, é igualmente objectivo do Executivo diminuir a pressão exercida ao Hospital David Bernardino e à Maternidade Lucrécia Paím, para que estas unidades sanitárias possam dedicar-se ao estudo e ao tratamento de doenças mais complexas.  O Vice-Presidente da República, Manuel Vicente, procedeu igualmente ao lançamento das primeiras pedras para a construção da Morgue Central de Luanda e do Instituto de Hematologia Pediátrica, no distrito da Maianga.  A futura Morgue Central de Luanda tem capacidade para 200 gavetas e está avaliada em 1. 263. 361.000 kwanzas e o seu apetrechamento e serviços de fiscalização em 36.619.160 Kwanzas.
Em construção numa área de 7.000 metros quadrados, junto ao Centro de Reabilitação Física de Luanda, a morgue vai contar com um serviço de apoio psicológico às famílias, laboratórios de análises forense e de investigação para esclarecimento das mortes, com a participação da polícia, além das áreas de armazenamento, preservação, identificação e autopsia dos corpos. 
O ministro da Saúde disse estar ainda previsto  a implementação de um projecto que visa a requalificação das morgues em todos os hospitais e a construção de outras a nível da província de Luanda e posteriormente em todo o país. O Instituto de Hematologia Pediátrica, localizado por detrás da Direcção Provincial de Saúde, vai ser construído em 24 meses e prestar assistência médica a doentes do fórum hematológico e imunoematológico, realizar investigação clínica e epidemiológica, e formar técnicos no domínio da hematologia. Com cinco pisos, dos quais dois térreos, a infra-estrutura vai integrar um centro de apoio a crianças com anemia falciforme, com capacidade de atendimento de 100 crianças por dia nos serviços de urgência e consultas externas e uma área de serviços de hemoterapia pediátrica, com ligação com o Instituto Nacional de Sangue.
No mesmo edifício, a ser construído com apoio do Banco de Negócios Internacional (BNI), vai funcionar o centro de transplante de medula, em colaboração com o Instituto de Luta contra o Cancro e outras unidades hospitalares de referência, após a definição do quadro legal nacional sobre o transplante de órgãos humanos, assim  como uma área de epidemiologia, prevenção, educação e suporte familiar, em colaboração com a Direcção Nacional de Saúde Pública.
As obras de construção do Instituto de Hematologia Pediátrica estão orçadas em 6. 400. 310. 815 kwanzas e os serviços de fiscalização em 148. 279. 748 kwanzas.

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