Política

Obras em Cabinda vão ser concluídas

Bernardo Capita | Cabinda

As obras de reabilitação das vias no casco urbano da cidade de Cabinda, a construção da macro-drenagem e o estancamento das ravinas no morro de Tchizo são prioritárias e vão ser concluídas, garantiu o ministro da Construção e Obras públicas, Manuel Tavares de Almeida.

 

Obras de reabilitação das vias no casco urbano da cidade de Cabinda
Fotografia: António Soares | Edições Novembro | Cabinda

O ministro, que esteve ontem em Cabinda, avaliou com as autoridades provinciais a execução física dos projectos de impacto social, tendo identificado as obras paralisadas e os constrangimentos que dificultam a sua evolução, com vista à sua reprogramação.
Acompanhado de vários directores nacionais, Manuel Tavares de Almeida disse que é orientação do Titular do Poder Executivo, face à exiguidade de recursos financeiros, que se dê prioridade às obras em fase de conclusão e se reprogramem, juntamente com o governo da província, as prioridades de outros projectos.
Manuel Tavares de Almeida visitou as valas de macro-drenagem e estabilização das encostas do morro de Tchizo (Fase 1), o projecto de construção de 12 mil fogos habitacionais e respectivas infra-estruturas, cuja primeira fase contempla a edificação de três mil casas de tipo familiar na localidade de Chiazi, arredores da cidade de Cabinda, para realojamento da população a ser retirada do perímetro do projecto do novo aeroporto e das áreas de risco no Tchizo.
Na companhia do governador provincial, Eugénio Laborinho, o ministro avaliou igualmente as obras de construção de três unidades orgânicas, incluídas na segunda fase de implementação do projecto do Campus Universitário de Cabinda, nomeadamente, a Faculdade de Economia e a Faculdade de Medicina e o Instituto de Ciências da Educação (ISCED).
A delegação foi também verificar o novo edifício do Comando Provincial da Polícia Nacional, cujas obras estão já concluídas, na localidade de Chiazi, bem como as obras da futura sede política administrativa do Governo da Província de Cabinda.
Para o executivo, a questão da habitação continua a ser um ponto importante na sua agenda. Na sua mensagem à Nação, o Presidente da República afirmou que, embora o país esteja a conhecer melhorias neste domínio, é necessário continuar a promover acções que contribuam para garantir o direito à habitação das famílias angolanas, especialmente para as camadas de menor poder aquisitivo. “Vamos dar continuidade ao Programa Nacional de Urbanismo e Habitação, com particular realce para a disponibilização de terrenos infraestruturados e legalizados às famílias que pretendam construir casa própria em regime de auto-construção dirigida”, disse o Presidente João Lourenço, sublinhando também o meio rural, que ficou despovoado e desestruturado durante o conflito armado.
“Projectamos, pois, elaborar um programa de criação de postos de trabalho e de construção de habitação rural, no quadro de um projecto de modernização do meio rural que atraia a juventude para o interior do país e promova o desenvolvimento dessas áreas hoje consideradas periféricas", disse.

Acabar com a burocracia


O ministro da Construção e Obras Públicas orientou os funcionários no sentido de se acabar com o excesso de burocracia, que tem complicado a vida dos cidadãos e dos empresários, bem como as atitudes de prepotência e arrogância, para que o trabalho seja feito com maior responsabilidade.
Manuel Tavares de Almeida disse que, por enquanto, “os aspectos técnicos não são as principais preocupações. Vamos começar a constatar algumas transformações em relação às atitudes das pessoas e investir naquilo que é possível fazer sem recursos financeiros, conversando, buscando consenso, compromissos, para que o nosso trabalho seja feito com sentido de responsabilidade, enquanto servidores públicos”, disse o ministro, considerando primordial a aposta na qualificação dos recursos humanos.
Manuel Tavares de Almeida reconheceu a competência e experiência dos quadros. Para melhor aproveitamento dos funcionários, o ministro disse que vai procurar distribuir os quadros de acordo com as suas competências de modo a garantir eficiência nos resultados que o ministério deve apresentar no exercício das suas funções. “Devemos trabalhar como uma equipa, unida e coesa com os mesmos objectivos”, apelou o ministro.
O governador provincial de Cabinda, Eugénio Laborinho, garantiu dedicar durante o seu consulado, maior atenção ao combate à imigração ilegal e melhoria da qualidade de vida dos cidadãos.

Cumprimento do plano de desenvolvimento


O Plano
de Desenvolvimento da Província de Cabinda foi aprovado em 2013 e as infra-estruturas foram eleitas como pilares para a execução das metas traçadas para o quinquénio que encerrou o ciclo governativo passado.
As prioridades recaíram para as infra-estruturas sociais básicas, a começar pela mobilidade entre os bairros com a asfaltagem das vias, saneamento básico e outros serviços que dão hoje mais dignidade à capital da província.
Outra aposta recaiu para a ligação com as restantes localidades. Cabinda tem estradas e pontes que carecem de intervenção. No interior da província têm sido construídas algumas pontes e outras estão projectadas, que permite o trânsito de Norte a Sul.
O impacto do Programa de Investimentos Públicos (PIP), em Cabinda dá grande relevância à construção de infra-estruturas sociais nos restantes municípios da província, nomeadamente, Buco Zau, Cacongo e Belize.
Recentemente, as autoridades anunciaram o reactamento das obras de requalificação no bairro Comandante Gika, o que tem maior concentração populacional em Cabinda, numa acção que vai melhorar a qualidade de vida dos seus habitantes. No âmbito do programa de requalificação da cidade de Cabinda, em execução há mais de três anos, as autoridades estabeleceram o bairro Comandante Gika como zona de experiência piloto, iniciando a execução de imponentes obras sociais, como o mega projecto de construção do mercado com o mesmo nome, das vias de acesso e também do centro de artes e ofícios.
O plano integra um novo troço rodoviário, que parte da administração do município à paragem do Yabi, que incluiu a construção de muros de contenção de terras, infra-estruturas eléctricas e hidráulicas. O investimento foi de mais de mil milhão de kwanzas.

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