Política

Observadores nacionais garantem lisura no acto

André da Costa |

O director executivo do Observatório Eleitoral Angolano (OBEA), Luís Jimbo, disse ontem em Luanda que a sua organização vai trabalhar no sentido de garantir credibilidade, transparência e lisura no processo de observação eleitoral que vai ter lugar no dia 23 de Agosto.

Director do Observatório Eleitoral Angolano garante cobertura de nacionais ao processo
Fotografia: Maria Augusta | Edições Novembro

Luís Jimbo fez estas considerações no Hotel Fórum, onde decorre até hoje o processo de formação de formadores e supervisores em matérias de observação e supervisão eleitoral, com a participação de 80 formandos. 
Luís Jimbo assegurou que existe o engajamento dos membros das 48 organizações não governamentais nacionais que fazem parte do Observatório Eleitoral Angolano no reforço da transparência e credibilidade do processo eleitoral.
Os formandos, provenientes das 18 províncias, e que vão cobrir os 167 municípios do país, estão a receber ensinamentos para trabalharem com ferramentas informáticas destinadas à inserção dos dados recolhidos durante o processo de educação cívica eleitoral.
Durante a formação, são feitos ensaios de envio de dados recolhidos pelos supervisores através de um tablet e recebido pelo observador do processo eleitoral.
Luís Jimbo explicou que o Observatório Eleitoral Angolano integra pela primeira vez o uso de uma aplicação tecnológica desenvolvida para analisar os dados recolhidos pelos observadores eleitorais e pelos promotores de educação cívica.
A metodologia assenta em diferentes tarefas integradas por observadores que vão presenciar o dia de eleições e a contagem dos votos, nos termos da Lei Orgânica sobre as Eleições Gerais e sobre a Observação Eleitoral.
O Observatório Eleitoral Angolano é composta por 48 organizações não-governamentais angolanas. O Instituto Angolano de Sistemas Eleitorais e Democracia é o coordenador e fundador do OBEA desde 2011. A sua missão assenta fundamentalmente em verificar a transparência das eleições.
Luís Jimbo explicou que das 48 organizações não-governamentais que integram o OBEA, cada uma tem direito a credenciar 750 observadores em termos legais, pelo que foram enviados para a Comissão Nacional Eleitoral um total de 1.082 pedidos de credenciamento.
Segundo o director executivo, o número de observadores pode aumentar caso as outras organizações que integram o OBEA enviem ao Instituto Angolano de Sistemas Eleitorais mais candidatos.  
Luís Jimbo explicou aos presentes que todos os observadores estão cadastrados no sistema informático e nenhum indivíduo estranho tem permissão de aceder ao ficheiro informático para enviar dados. O ensaio foi feito ontem com sucesso na sala na presença de representantes da FNLA, PRS, UNITA, CASA-CE e MPLA, bem como da embaixadora dos Estados Unidos em Angola, Helen Meagher La Lime. 
O Observatório Eleitoral participa nas tarefas inerentes à educação cívica com mais de mil voluntários designados por promotores de educação cívica eleitoral em 96 municípios das 18 províncias.

Embaixadora dos EUA

A embaixadora dos Estados Unidos considerou importante a formação dos observadores e supervisores eleitorais, que os EUA estão a apoiar através do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD). 
A embaixadora deu a conhecer que os diplomatas da sua Embaixada vão fazer o acompanhamento de todo o processo eleitoral em Angola, pelo que já remeteram o pedido de acreditação dos membros à CNE, aguardando somente pela resposta.
A embaixadora disse que, em caso de serem acreditados pela CNE, vão entrar nas Assembleias de Voto e observar o processo.

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